Polícia indicia Adriana Telini


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EM CANA - Com um par de algemas preso ao braço esquerdo, a advogada Adriana Telini esteve na sede da DIG, ontem, para prestar depoimento: disse ser amiga de Robinho - o assaltante foragido - mas negou envolvimento no roubo de jóias
EM CANA - Com um par de algemas preso ao braço esquerdo, a advogada Adriana Telini esteve na sede da DIG, ontem, para prestar depoimento: disse ser amiga de Robinho - o assaltante foragido - mas negou envolvimento no roubo de jóias
Presa há uma semana, a advogada Adriana Telini Pedro deixou a cadeia ontem para prestar depoimento no inquérito que apura seu envolvimento no roubo de jóias ocorrido dia 21 de janeiro. Negou as acusações, mas admitiu manter contato com “Robinho”, o assaltante que está foragido. A Polícia Civil não tem dúvidas da participação da advogada no crime e pediu sua prisão preventiva à Justiça. Ela foi indiciada por formação de quadrilha e tentativa de latrocínio. Uma das vítimas foi baleada no dia do assalto. Adriana Telini foi presa na tarde de quinta-feira, 31, e passou o Carnaval na cadeia de Batatais. Só deixou a cela na manhã de ontem para dar explicações à Polícia. Chegou à sede da DIG às 9h30. Desta vez, não havia advogados para recepcioná-la. Estava acompanhada apenas dos dois investigadores responsáveis pela escolta. Desceu calada da viatura e não teve como esconder as algemas presas em seu braço esquerdo. O depoimento da advogada durou pouco mais de uma hora. “Ela negou veementemente qualquer participação no roubo, apesar das provas comprovarem totalmente o contrário. O que apuramos até agora é o envolvimento dela, do noivo e da secretária, juntamente com o Robinho e um quinto elemento, que ainda não identificamos”, afirmou o delegado Márcio Garcia Murari. Adriana Telini confirmou à Polícia que conhecia Robinho e que ele chegou a freqüentar o seu escritório. “O laço de amizade entre Robinho, Adriana e Luciano (noivo) era muito grande, a ponto de saírem juntos nos fins de semana em bares da cidade. Se o Robinho não tivesse envolvimento com a advogada, ele iria assaltar alguém que tinha acabado de sair do escritório dela? Jamais”, disse Márcio Murari. Por volta do meio-dia, Adriana Telini saiu da delegacia e foi levada novamente para a cadeia. Sua prisão temporária, expedida por dez dias, vence amanhã. Ainda na tarde de ontem, o delegado formalizou o pedido de prisão preventiva dos envolvidos. “Queremos que eles aguardem presos ao julgamento”. Caso a preventiva seja negada pela Justiça, a advogada ganhará a liberdade no sábado. A HISTÓRIA No dia 31 de janeiro, Adriana Telini foi presa dentro de seu escritório. A equipe de investigadores da DIG havia juntado provas - como mensagens em celulares - que demonstravam a ligação da advogada com Robinho, um dos acusados de roubar jóias avaliadas em R$ 120 mil de dois vendedores que tinham acabado sair do escritório da advogada. O noivo e a secretária dela também foram presos pelo mesmo motivo.

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