O vereador Marcelo Mambrini (PMN) quer pagar para ver. Alvo de uma Comissão Processante que pode cassar seu mandato, descartou a possibilidade de renunciar. Para ele, as denúncias que pesam contra ele, de divisão de salários entre ele e sua ex-assessora Lara Rodrigues, não têm consistência para ocasionar a punição. “A possibilidade de renúncia é quase nula”, disse.
Mambrini também aposta que poderá reverter politicamente a situação. Para isso, terá de levar para seu lado alguns dos nove parlamentares que votaram favoráveis à abertura da CP. Somente cinco foram contrários à comissão. Ele, no entanto, se mostra otimista. “Com base no que preconiza o Regimento Interno da Câmara, acredito que não cabe a cassação”.
Segundo o vereador, se suas tentativas “pacíficas” de salvar seu mandato fracassarem, ele recorrerá à Justiça para tentar reverter o processo. “Com base no que está contido no regimento, serei obrigado e entrar com mandado de segurança”, afirmou.
A primeira reunião da CP está marcada para segunda-feira. Rui Engrácia (PSDB) preside a comissão, que tem Gilson Pelizaro (PT) como relator e Marcelo Caleiro (PMDB) como terceiro membro.
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