O presidente da Francana, José Servino Braga, explicou que vem fazendo, desde o ano passado, um trabalho jurídico para tentar negociar as dívidas do clube. A agremiação fez um levantamento do total de atrasados, que soma pouco mais de R$ 4 milhões.
Segundo Braga, a cobrança feita pela empresa Sílvio Fonseca Júnior Franca ME estava cadastrada neste levantamento e houve tentativa de negociá-la.
O débito de R$ 6.674,77 com o restaurante, onde jogadores do clube faziam suas refeições, foi contraída em 1999, quando o presidente era José Martiniano, segundo José Braga. A execução judicial só aconteceu em 2003 no mandato de João Boneti e foi protocolada no Fórum de Franca sob o número 3968/2003.
O departamento jurídico da Veterana informou ontem que estava em negociação com o requerente da ação movida pelo restaurante. No mês passado foi proposto o pagamento do atrasado com a entrega de uma moto 0 km, com preço estimado em R$ 5.300. Contudo, o decreto de prisão civil já havia sido expedido (11/12/2007). O contato entre Francana e o requerente da ação aconteceu entre os advogados de cada uma das partes.
Por parte da Veterana, Érica Mendonça Cintra era a responsável. Do lado da empresa, Luiz Mauro de Souza era o representante legal. Depois da proposta de entrega da moto ter sido feita, a resposta negativa foi dada pela empresa após alguns dias. O clube, no entanto, não soube precisar as datas.
Diante da negociação da dívida, José Braga comentou ontem que ficou surpreso com o cumprimento do decreto de prisão do secretário da Francana, Francisco Queiroz Lemos. "Como estávamos tratando disso, achava que não aconteceria. Fiquei surpreso", declarou.
No último levantamento do clube, foram constatadas 135 ações de cobranças distribuídas pelas esferas Federal, Estadual e Trabalhista.
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