Luiz Carlos Fernandes (PSDB) renunciou, na sessão de ontem, ao cargo de primeiro secretário, que ocupava desde 2006 na Mesa Diretora. A decisão ocorreu por conta da ameaça de Graciela Ambrósio (PP) de ingressar com uma ação judicial por conta da proporcionalidade de legendas na Mesa. Dos quatro membros, três são tucanos.
Segundo Fernandes, sua atitude foi tomada para evitar desgastes para o Legislativo. “Não queria que a Câmara passasse por mais esse momento desagradável. Por isso, coloco meu cargo à disposição”, disse, para em seguida receber condolências de Joaquim Ribeiro e Jepy Pereira.
Graciela, então, aparentemente irritada com as lamentações dos outros vereadores, foi à tribuna e disse que não há perseguição dela para com Fernandes. “Vamos parar com isso. Não estou fazendo nada por capricho. Três de um mesmo partido na Mesa?Isso é uma ilegalidade”, disse.
Outros que não andam “se bicando” são Gilson Pelizaro e Jepy. Ontem, o petista representou oficialmente contra Jepy, que assumiu publicamente e no Ministério Público que mantinha dois assessores dividindo salário em seu gabinete. “Ele confessou a prática e é necessário que se apure”, disse.
O curioso é que Jepy, desde ontem, é membro do Conselho de Ética e Decoro da Câmara, junto de Marcelo Caleiro e Zezinho Cabeleireiro. Pela lógica, ele deverá se considerar impedido para analisar a própria situação. Marcelo Valim, suplente do conselho, deverá assumir seu posto. “Estudaremos o caso com muita atenção”, afirmou Zezinho.
A SESSÃO
O projeto de lei mais relevante que iria a votação ontem, da meia-entrada em eventos culturais e esportivos para praticamente toda a cidade, foi adiado por quatro sessões. No mais, os vereadores mantiveram o veto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) ao projeto que previa ampliação de isenção do IPTU para idosos e aprovaram nove nomes de ruas e outras homenagens.
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