‘Caducas’, 48 árvores caíram na cidade em 2007


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Árvore cai sobre um Gol estacionado na Praça do Itaú durante um temporal em novembro de 2005: no ano passado, foram 48 quedas
Árvore cai sobre um Gol estacionado na Praça do Itaú durante um temporal em novembro de 2005: no ano passado, foram 48 quedas
Se você costuma andar ou estacionar o carro próximo a árvores, cuidado! Se for no Centro, Vila Aparecida, Estação ou Cidade Nova, a atenção tem de ser redobrada. Se coincidir com os chuvosos setembro e outubro, então, nem passe perto. Pelo menos 48 árvores caíram em Franca em 2007. É como se uma queda fosse registrada toda semana. A Prefeitura cortou outras 240 unidades ameaçadas de irem chão abaixo. O levantamento é da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente. Os fatores que provocam os tombos são variados, mas os principais são a caduquice (velhice) das plantas, saúde, ação dos ventos, que a partir dos 50 km/h são capazes de arrancá-las, e as raízes estufadas nas calçadas. “Quando as raízes afloram e são cortadas pelos vizinhos, a árvore perde a sustentação e o risco de cair aumenta”, disse Márcio Rodrigues, engenheiro agrônomo da Prefeitura. Normalmente, uma árvore vive 30 anos na cidade. Como o Centro, Estação e outros bairros foram arborizados há muito tempo, as quedas são mais corriqueiras nessas regiões. Os meses de maior incidência são setembro e outubro, quando começam as chuvas com ventania. A espécie mais problemática é Ficus sp, que é grande e comumente plantada em calçadas, o que é errado. “Ela tem raízes grossas que danificam o concreto e rede de esgoto”. Os vegetais caem inteiros e costumam atingir as redes elétrica e de telefonia, além de imóveis e veículos. A Secretaria de Meio Ambiente mantém um programa de monitoramento das espécies. Um engenheiro agrônomo fica responsável por analisar as espécies e verificar se estão podres, doentes ou caducas. Dependendo da constatação, indica a poda ou mesmo corte total da planta. No ano passado, foram cortadas 240 unidades e podadas outras 1.320. “Solicitações de poda devem ser feitas à Central de Atendimento do Paço Municipal. Fazemos primeiro a vistoria para depois tomarmos as medidas necessárias. Temos trabalhos preventivos, mas dependendo da intensidade das chuvas e ventos pode haver quedas inesperadas”, disse o engenheiro Márcio. Os “restos mortais” dos vegetais sempre são removidos pela Secretaria de Meio Ambiente. Se caírem à noite, os bombeiros cortam e desobstruem as passagens e depois a Prefeitura transporta os galhos e troncos para o aterro sanitário e os enterra. Em outubro de 2007, a Secretaria de Meio Ambiente iniciou um levantamento para saber as árvores existentes em Franca e diagnosticar os pontos que precisam de novas mudas. Com base nos relatórios preliminares, estima-se que existam na cidade entre 60 mil e 70 mil unidades nas praças, canteiros centrais e calçadas. “Nunca é um número ideal. Sempre tem de ter mais. Mas já estamos executando o Programa Verde é Vida e vamos plantar 10 mil novas mudas por ano, como já ocorreu em 2007”. FIRME E FORTE Planejamento é a palavra-chave para que as mudas plantadas hoje não representem perigo no futuro. O engenheiro agrônomo Márcio Rodrigues disse que é preciso avaliar alguns detalhes antes do plantio. “Na Prefeitura, oferecemos, além das mudas, orientação sobre a espécie recomendada, o espaço de que necessita para se adaptar e os cuidados para o crescimento sadio da planta”. Para as calçadas, por exemplo, as espécies escolhidas precisam ser de pequeno porte, como murta, shinus e ipê-de-jardim. Os canteiros devem ter área suficiente para a água penetrar e a raiz não aflorar. “A raiz ‘estoura’ a calçada em busca de água. Isso ocorre porque a quantidade não está sendo suficiente. Recomendamos canteiros de 1x1 metro de tamanho. É ideal”. O telefone para orientações no Jardim Zoobotânico é (16) 3703-0454.

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