Câmara decide o futuro de Mambrini e de Nirley na quarta


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A Câmara votará amanhã, na primeira sessão ordinária do ano, o parecer do Conselho de Ética de Decoro que indica a abertura de uma CP (Comissão Processante) para cassar os mandatos dos vereadores Marcelo Mambrini (PMN) e Nirley de Souza (DEM). Ambos são acusados de pegar, para si ou parentes, parte dos salários de suas ex-assessoras, o que caracterizaria quebra de decoro parlamentar. Para instaurar a CP são necessários pelo menos oito votos. Se aprovado o relatório, a CP terá 90 dias para analisar o caso. Depois disso, a votação vai para planário, onde são necessários dez votos para cassar o mandato. Uma guerra de bastidores, porém, deverá preceder a votação do relatório do Conselho. Mambrini estaria articulando uma “virada de mesa”. A estratégia seria tentar colher cinco assinaturas de vereadores para instaurar uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar todas as denúncias de divisão de salários. Com isso, a Comissão Processante seria automaticamente descartada. Como o prazo para conclusão de uma CEI é determinado pelo seu autor - ainda indefinido, mas provavelmente aliado de Mambrini -, o processo poderia se arrastar por meses. Para o relator do Conselho, Gilson Pelizaro (PT), não haverá problema. “Há uma ordem regimental. Protocolamos nosso relatório primeiro e a votação será antes da criação da CEI”, disse.

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