Menos pior. Assim pode ser definida a situação do trânsito em Franca. Embora a cidade continue na lista das que registram mais mortes em acidentes, o número de óbitos em 2006 (72) - último ano com dados disponíveis - apresentou queda de 21,7% em relação aos 92 mortos registrados em 2005. Com isso, a cidade, que ocupava o 45º lugar na lista das que mais matam em acidentes, caiu para a 75ª posição.
Com a redução, Franca coloca-se na contramão da maioria das cidades brasileiras. Segundo a Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), as mortes no trânsito em todo o País aumentaram 19% nos últimos dez anos. Ainda assim, os dados não são para comemorar: entre as 20 cidades paulistas com população entre 200 e 400 mil habitantes, Franca só é superada, em número de mortes no trânsito, por duas “concorrentes”: São José do Rio Preto (que aparece na 39ª posição, com 128 mortes) e Jundiaí, a 41ª, com 127. Na região, Ribeirão Preto também figura na lista, ocupando a 37ª posição nacional, com 141 mortes registradas no ano de 2006.
Os dados constam do estudo Mapa da Violência, divulgado no último dia 29 de janeiro pela Ritla e vão de 2002 a 2006. No período, o ano que matou mais em Franca foi 2005, com 92 mortes registradas. Depois, aparece 2004, quando 82 pessoas perderam a vida nas ruas da cidade.
As datas coincidem com o fim do governo Gilmar Dominici (PT) e o início do de Sidnei Rocha (PSDB), época em que os radares que vigiavam as ruas da cidade foram desativados pelas autoridades.
Na outra ponta, 2006 foi o ano em que menos pessoas morreram: 72.
Para a Prefeitura de Franca, a queda é resultado do aumento na fiscalização. “Esta queda é atribuída a um motivo essencial: a fiscalização intensa que a Prefeitura passou a desenvolver através de um convênio com a Polícia Militar. E isso tem inibido que os condutores cometam infrações”, afirma o chefe da Divisão de Trânsito da cidade, tenente Sérgio Buraneli.
Ainda segundo ele, a situação tende a melhorar com o recapeamento das vias. “Com as vias recapeadas, existe melhor qualidade para o tráfego, o que diminui os acidentes”, afirma.
Já para o sargento do corpo de bombeiros Ronildo Borges de Freitas, o motivo é mais simples. “O uso do cinto de segurança e a estrutura dos carros - projetada para absorver mais os impactos - são com certeza os principais motivos que impedem as mortes. Embora os acidentes na cidade estejam acontecendo normalmente, os fatais caíram significativamente por causa disso.
A fiscalização constante nas ruas contra imprudências e a prevenção também são formas que ajudaram”, acredita.
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