A adrenalina está a mil, o coração passa de 70 a 120 batidas por minuto, as mãos gelam e suam ao mesmo tempo, os neurônios começam a ficar excitados e a imaginação, que é melhor não comentar, provoca aquela sensação de estar entre as nuvens. Quem já beijou alguém na boca sabe muito bem que mistura de sentimentos é essa.
O Dia do Beijo é comemorado em 13 de abril, mas quando e como nasceu a troca de afeto e “tesão” por meio do toque dos lábios, não se sabe. Há indícios que essa prática tenha surgido nas antigas civilizações. Eles tinham costume de passar alimentos para os outros pela boca. Cogita-se também que o beijo teria nascido pela necessidade de povos antigos aquecerem as vias orais soprando ar quente na boca e nas bochechas do outro durante o inverno.
Mas não importa a sua origem, o beijo é apreciado pela maioria. Até quando se é criança, ele é mágico. Quem não se lembra dos contos de fadas como Branca de Neve e Os Sete Anões e A Bela Adormecida? Todos queriam provar a sensação do beijo e saber por que ele era tão encantado. E o motivo desse encanto, a terapeuta holística Rita Fartori explica: “Um beijo libera substâncias neurotransmissoras que provocam sensação de bem-estar e excitação no cérebro, como a adrenalina. Os batimentos cardíacos aceleram e, se for longo, a imaginação fica cada vez mais profunda”.
Mas toda essa magia não acontece com um simples encostar de lábios. “Há toda uma simbologia de carinho por trás do beijo. Ele mexe com todos os estímulos do nosso corpo e é um contato muito íntimo”.
Ainda segundo Rita, o beijo não é um simples ato de comportamento. “É um sentimento sublime que gera a paixão. As garotas de programa não beijam seus clientes. Se fizerem isso, correm o risco de se apaixonar. A ex-garota de programa Bruna Surfistinha, por exemplo, escreveu em seu livro que se entregou com beijos a um homem e, por fim, se apaixonou por ele”.
Na relação entre a auxiliar de escritório Camila Carvalho, 23, e o serviços-gerais Franco Zardo, 24, também rolou sentimento. “Nosso primeiro beijo foi em um rancho na madrugada do feriado de “Sete de Setembro” do ano passado. Éramos somente amigos até que ele foi ao quarto onde eu estava dormindo, me acordou e... aconteceu. Foi muito bom”, lembra Camila. Depois desse dia, o casal de namorados já trocou vários beijos. “Ele é muito romântico. Foram muitos. Não parei para contar”, sorriu.
O beijo de língua é o mais cobiçado, porém, pode trazer algumas doenças. Existem cerca de 250 bactérias na saliva.
Mas nem todos os beijos são tão “invasivos” assim. Existe o beijo esquimó, que é só esfregar o nariz no outro; o beijo borboleta, que é dado com os cílios; e o famoso selinho, que não é trocado apenas entre namorados, mas também como um gesto de carinho entre mães e filhos e até entre apresentadores e artistas, como Hebe Camargo popularizou em seu programa.
Mas não importa o tipo, como diz o ditado: beijar é bom e não engorda. Boa sorte neste Carnaval!
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