A cada ano, cerca de 13,5 mil pessoas procuram o Setor de Identificação da Delegacia Seccional de Polícia de Franca para solicitar a emissão da carteira de identidade, o RG. Em 1996, esse total não passava de 8 mil, o que significa que, de lá para cá, são quase 6 mil pessoas a mais por ano. O problema é que, com o aumento de 38% nos atendimentos, o prazo mínimo para a entrega dos documentos passou de 15 para 90 dias.
De acordo com o papiloscopista Antônio Batuira, o principal motivo para esse crescimento é a exigência do RG como documento obrigatório nas matrículas escolares. “O aumento era gradativo, mas, desde que as escolas começaram a exigir os RGs dos alunos, nosso movimento aumentou muito, tanto que, entre outubro e fevereiro, meses de férias, o serviço fica bem mais apertado”.
A quantidade de pessoas que procuram o órgão para retirar a segunda via do RG também engrossa as estatísticas. Em dezembro, foram feitos 864 registros, 374 (43%) pela segunda vez. É o caso do estudante Dagner Alves, 21. Ele perdeu a sua carteira com todos os documentos no fim de dezembro e agora aguarda a chegada de um novo registro. “Estava indo comprar um presente de casamento para o meu irmão, quando percebi ela já tinha sumido.
Perdia dois dias de trabalho e ainda gastei R$ 23 com a taxa”.
E para absorver a demanda, além de reduzir a jornada de atendimentos, os funcionários da Seção precisaram ainda estender o prazo de entrega do documento. “Em 98, já chegamos a entregar os documentos em até 15 dias. Agora, não dá para prometer nada antes de 90 dias”.
O RG não é um documento obrigatório mas é um dos mais solicitados para abertura de contas, crediários e emissão de outros documentos. Nesse caso, a saída para quem precisa do documento, mas ainda não o recebeu, é o protocolo, que, em alguns casos, pode ser usado como documento oficial assim como a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
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