Um único candidato, que leva o cargo com ou sem quórum necessário para a realização das eleições. Fato como esse bem que poderia nos remeter aos pleitos eleitorais da ilha comunista de Cuba, onde por 45 anos se manteve no poder o ditador, agora afastado, Fidel Castro. Mas não, na verdade, trata-se das eleições do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca.
Na última quinta-feira, após três dias de votação, a eleição foi anulada por falta do número mínimo de votantes, 50% dos servidores associados. O resultado, no entanto, não dependerá de um novo pleito. Ele já está definido: o atual presidente da associação de classe, José Nhozinho Ramos, o “Paraná” se mantém no cargo, mesmo com uma nova eleição marcada para os dias 6, 7 e 8 de fevereiro.
O motivo é que o edital das eleições do sindicato estabelece que no caso de uma segunda convocação, a eleição dará vitória para o candidato com maior número de votos independente do quórum. Como o candidato da oposição, o fiscal sanitário André Szabo, teve sua candidatura impugnada, por não ter inscrito membros das cidades da região, Paraná é o único candidato e deve manter a presidência, mesmo que apenas ele vote.
A única forma disso não acontecer, e possibilitar ao funcionalismo público o direito de escolha de seus representantes, é uma decisão judicial na qual as eleições seriam anuladas.
A confusão entre as chapas começou com a decisão da juíza do trabalho, Andreia Alves de Oliveira Gomide, de cassar a liminar que anulava a ampliação da área de atuação do Sindicato. Tal ampliação incluía os funcionários municipais das cidades de Cristais Paulista, Itirapuã, Ribeirão Corrente e Pedregulho no sindicato.
Sem a liminar, que foi derrubada, a chapa de Szabo foi impedida de participar porque não tinha inscrito membros das cidades da região.
Szabo e sua chapa tentarão provar judicialmente que houve fraude na ampliação do sindicato. Caso não consiga, Paraná deverá ficar, confortavelmente, mais quatro anos à frente do sindicato.
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