A advogada Adriana Telini Pedro, presa acusada de envolvimento em roubo, deverá ser suspensa preventivamente nos próximos dias. Com a repercussão negativa dos recentes acontecimentos, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) resolveu agir e anunciou que vai denunciá-la ao TED (Tribunal de Ética e Disciplina) em Ribeirão Preto. Não foi o único revés sofrido pela advogada. Ontem, a Justiça atendeu a pedido da Polícia Civil e prorrogou a sua prisão temporária por mais cinco dias. Se não houver decisão contrária, ela passará o Carnaval na cadeia.
A possibilidade de Adriana Telini ser suspensa foi confirmada ao Comércio pelo presidente da OAB Franca, Mansur Jorge Said Filho. “As denúncias contra ela, se comprovadas, são gravíssimas.
Aguardamos apenas a comunicação oficial da Polícia para enviarmos o caso ao TED. O presidente do Tribunal já foi informado. Havendo indícios, ela poderá ser suspensa nos próximos dias”. Por causa do Carnaval, qualquer decisão a respeito só será tomada no fim da próxima semana.
Suspensão não é novidade para Adriana Telini. No dia 23 de junho de 2006, ela foi proibida de atuar pelo mesmo Tribunal por 90 dias. Ao final do prazo, foi julgada e impedida de exercer a profissão por 12 meses. Recorreu da decisão e obteve o direito de continuar trabalhando normalmente. “A reincidência é um fator negativo que poderá complicá-la”, afirma Mansur Filho.
A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo da prisão temporária dos envolvidos no roubo, que era de apenas cinco dias, e foi atendida pela Justiça. O prazo foi dobrado. A secretária de Adriana Telini, Bruna Cristina de Matos, 19, passou a tarde de ontem na sede da DIG prestando depoimento. “Como era esperado, ela negou participação no assalto e não ajudou muito. Estamos trabalhando em outras frentes e não temos dúvida nenhuma de que a advogada planejou o roubo juntamente com seu noivo. A prorrogação do prazo foi importante para concluirmos as investigações com mais calma e pedir a prisão preventiva de todos”, disse o delegado Márcio Murari.
NOIVO DO CRIME
Luciano Gonçalves, apontado pela Polícia Civil como um dos mentores do assalto aos vendedores de jóias, foi preso em Campinas na tarde de quinta-feira e foi recambiado para Franca.
Ele chegou na sede da DIG por volta das 20 horas, com cara de poucos amigos. Falou rapidamente com a reportagem e negou envolvimento no roubo.
Disse que estava namorando com Adriana Telini há cerca de quatro meses. O casamento estaria marcado para o dia 29 de março. A advogada estaria grávida. Ao puxar a ficha criminal de Luciano, os policiais se surpreenderam. “Ele é um indivíduo perigoso. Tem passagens por dois homicídios e assalto a mão armada. É alguém que tem uma ficha de antecedentes respeitável”, disse Murari.
O futuro marido da advogada havia deixado a penitenciária de Lucélia no dia 21 de setembro de 2007 e estava no regime semi-aberto. Segundo a Polícia Civil, ainda tem seis anos de pena a cumprir.
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