Enquanto Adriana Telini prestava depoimento na sede da DIG, quinta-feira, um casal chegava à delegacia sem fazer alarde. O homem se apoiava em uma muleta e estava com a perna esquerda engessada. Era Milton de Souza Morais, 42. Ele havia tentado segurar a maleta com as jóias e levou um tiro dos assaltantes. Precisou ser internado. Dez dias após o roubo, ainda sente os efeitos na pele. Ao lado da mulher, Elizabetti Tozzi, 55, vibrou ao saber que os supostos mentores do roubo foram presos.
Comércio da Franca - Como receberam a notícia de que a advogada foi presa?
Elizabetti Tozzi - Nem sei o que dizer. Estou emocionada. Parece que ainda estou sonhando. Estou muito feliz, pois a Justiça está sendo feita, graças à Deus. É um alívio, ufa!
Milton Morais - Para mim, foi motivo de surpresa. Não esperava isto dela. Após a ocorrência, fiquei meio desconfiado, pois fomos assaltados muito perto do escritório. Ainda bem que foi detida.
Comércio - No dia a senhora imaginou que pudesse ser uma armação da advogada?
Elizabetti Tozzi - Não, de jeito nenhum. Fiquei sabendo agora, após as investigações da Polícia.
Comércio - Sabiam que ela era suspeita de ter tramado outro assalto há dois anos?
Elizabetti Tozzi - Não, não, não.
Milton Morais - Eu já tinha visto ela pelo jornal, mas não desconfiei que pudesse ser uma armação.
Comércio - Teve algum fato que chamou a atenção de vocês durante a negociação das jóias?
Milton Morais - A secretária estava no escritório e falou que iria sair para comprar pães. Voltou cinco minutos depois sem nada nas mãos. Depois, também teve o telefonema que ele (Luciano) recebeu. Agora, com a apuração da Polícia, é que prestamos mais atenção nos detalhes.
Comércio - O que espera que seja feito com a advogada?
Milton Morais - Deus já está fazendo justiça, né? É o que esperava. A Polícia fez um trabalho bem feito e está de parabéns.
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