O pivô Murilo, ex-Unimed/Franca, não se adaptou ao leste europeu e tenta agora seu retorno ao basquete israelense. Ele foi contratado pelo Maccabi Tel Aviv em setembro de 2007 e posteriormente emprestado ao Lukoil, da Bulgária. As incertezas sobre seu futuro levantaram até a remota hipótese de retornar a Franca.
Uma conjunção de fatores deixaram o jogador insatisfeito na Bulgária. O local de sua residência, o veículo que lhe foi disponibilizado e a precária estrutura do clube são apenas algumas das agruras que teriam sido vividas por Murilo nos últimos meses. Para piorar, como não fala inglês, a comunicação com seus companheiros é impraticável. O rigoroso inverno do País foi outro obstáculo. Ontem, segundo o site Climatempo, a previsão indicava temperaturas entre 0 e 10 graus. Um dos que ouviram as constantes queixas de Murilo foi o ala Felipe, do Unimed/Franca, que conversa diariamente com o pivô pela internet. "Ele diz que tudo lá (Bulgária) é velho e tem aspecto da época da segunda guerra. Isso acabou lhe desagradando e ele tentará voltar ao Maccabi", afirmou Felipe.
O descontentamento do jogador repercutiu em Franca. José Guilherme Calil, presidente do Franca Basquete, afirmou que vai se inteirar da situação do atleta na Europa, para depois pensar na possibilidade de um eventual empréstimo. "Ele cairia como uma luva no nosso time, pois estamos precisando de um pivô. Vou tentar manter contato com o Murilo para ver como está sua situação, mas não prometo nada", comentou o cartola.
A missão de repatriar o jogador certamente não será fácil para o clube francano. Quando soube que seria repassado ao Lukoil, Murilo pediu ao Maccabi que fosse emprestado ao Unimed/Franca. O time israelense exigiu que o atleta permanecesse na Europa e lhe enviou para a Bulgária alegando a necessidade dele se adaptar ao basquete daquele lado do mundo.
Mesmo com a insatisfação de Murilo e seu interesse em retornar ao Brasil, o jogador poderia ter mercado em outro clube europeu.
Isto certamente agradaria mais ao Maccabi. Mesmo assim, a favor do Unimed/Franca, pode pesar o fato da esposa de Murilo ter familiares na cidade. Antes de partir, o pivô afirmou por diversas vezes que no Brasil, só se sentiria bem defendendo as cores do time francano.
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