‘Assalto foi premeditado pela advogada’, afirma Murari


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O delegado Márcio Garcia Murari recebeu a incumbência de apurar a autoria do roubo ao casal de vendedores de jóias. Em dez dias, esclareceu o caso e mandou três para a cadeia. Saiba detalhes das investigações. Comércio da Franca - Como a polícia comprova o envolvimento da advogada no assalto? Márcio Garcia Murari - O primeiro passo foi identificar os assaltantes. Descobrimos que um deles era o Robinho. Logo em seguida, levantamos que ele havia sido detido anteriormente e que teve os celulares apreendidos. Num dos aparelhos, encontramos mensagens da Adriana Telini e da Bruna (secretária) evidenciando que mantinham uma relação próxima com o assaltante. Um das mensagens dá dicas sobre uma casa no Centro que poderia facilitar a fuga no assalto. Comércio - Há outras provas contra a advogada? Murari - Colhemos indícios que reforçam a convicção de que o assalto foi premeditado. Uma testemunha confirmou que os assaltantes já estavam diante do escritório antes mesmo da chegada das vítimas. Adriana Telini, vendo que a vítima estava atrasada, ligou duas vezes para ela e perguntou se iria demorar. Durante a negociação, o noivo recebeu uma ligação e disse que os vendedores de jóias sairiam logo em seguida. As provas são tão fortes que a Justiça deferiu o pedido de prisão. Comércio - Qual o próximo passo? Murari - Amanhã (hoje) cedo, vamos pedir a prorrogação da prisão temporária, que é de cinco dias, para concluir o inquérito. Depois, vamos pedir a prisão preventiva de todos para que aguardem o julgamento presos.

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