Torcedor de futebol: atividade de risco


| Tempo de leitura: 2 min
No fim do ano passado, a Fifa anunciou que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014. Se pelo tamanho, o Estádio Santa Cruz é um dos poucos no interior paulista a ter condições de sonhar em sediar um jogo, a organização se mostrou uma lástima. O que se viu quarta-feira à noite foi o total despreparo quanto ao bem-estar das pessoas dispostas a irem a um campo de futebol. De Franca, saíram cinco ônibus e uma infinidade de carros levando os fanáticos torcedores do Timão. Após uma hora de viagem, a caravana francana chegou tranqüilamente a Ribeirão, sem nenhum tipo de incidente durante o trajeto. Enganou-se quem pensou que a partir daí a pior parte já havia passado. A Polícia Militar determinou o trajeto dos ônibus dentro da cidade, obrigando que os veículos estacionassem a mais de um quilômetro do local da partida. A divisão interna do espaço para as torcidas também provocou reclamações. Enquanto os poucos torcedores do Sertãozinho se dirigiram tranqüilamente pela entrada principal do Estádio Santa Cruz, mais de 20 mil corintianos se espremeram para chegar às arquibancadas. Foram quarenta minutos de sufoco, e muito empurra-empurra para caminhar pouco mais de vinte metros e chegar ao portão em que apenas seis catracas foram disponibilizadas para a entrada dos corintianos, maioria flagrante. Os policiais militares assistiam ao tumulto, em que crianças e mulheres passavam mal, e nada fizeram para contornar a situação. Por muito pouco não ocorreram situações ainda mais graves. No auge da confusão, as catracas foram retiradas e os torcedores, com ingresso ou não, conseguiram entrar. Dentro do estádio, as duas torcidas, em especial a do Corínthians, proporcionaram um belo espetáculo. A expulsão do volante Perdigão ainda no primeiro tempo atrapalhou os planos do técnico Mano Menezes, e o Sertãozinho só não venceu porque no gol corintiano estava o excelente Felipe. Sem o frenesi anterior, a saída dos torcedores ocorreu de forma mais organizada e tranqüila. É certo que demorou - cerca de duas horas - mas todos chegaram sãos e salvos às suas casas. Os corintianos de Franca estavam tristes com o empate, mas satisfeitos por terem visto de perto a equipe. No mais, a certeza que ficou foi uma só: campo de futebol é um risco e assistir partidas em estádios é uma atividade no mínimo perigosa.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários