Conselho pede cassação de Mambrini e Nirley


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Conselho de Ética, com votos de Válter Gomes (à dir.) e Gilson Pelizaro (esq.), indica cassação de Mambrini e Nirley
Conselho de Ética, com votos de Válter Gomes (à dir.) e Gilson Pelizaro (esq.), indica cassação de Mambrini e Nirley
O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Franca apresentou, na tarde de ontem, relatório em que recomenda a cassação dos vereadores Marcelo Mambrini (PMN) e Nirley de Souza (DEM). A acusação é de quebra de decoro parlamentar. Ambos foram denunciados pelo MP (Ministério Público) por supostamente pegar parte dos salários das ex-assessoras, para si mesmos ou parentes. O presidente do conselho, Valter Gomes (PSB), e o relator Gilson Pelizaro (PT) assinaram a indicação de cassação. Já o terceiro membro, Donizete da Farmácia, apresentou relatório à parte e sugeriu o arquivamento dos dois processos, sob alegação de que não há provas contundentes. Para tomar a decisão, Pelizaro e Gomes se basearam no inquérito encaminhado pelo MP, que contém depoimentos das ex-assessoras, de testemunhas e provas já levantadas. “Os indícios da quebra de decoro apontados pela Promotoria são muito fortes. Por isso, achamos justo passar a decisão do caso para o plenário”, disse o petista. O tempo para apuração do conselho foi outra justificativa apresentada pelo petista. Para ele, os casos poderão ser melhor estudados pelo plenário. “Tivemos só 30 dias e a Comissão Processante terá três meses para apurar com mais profundidade. Será até bom para os vereadores exercerem sua ampla defesa”, disse. A indicação será votada na sessão ordinária do próximo dia seis, primeira após o recesso parlamentar. São necessários oito votos de 13 válidos para que o parecer seja aceito. Mambrini e Nirley estão impedidos de participar da votação. Se houver a aprovação, será aberta automaticamente uma Comissão Processante, com três membros sorteados, que terá prazo de até 90 dias para analisar o caso e manter ou arquivar a proposta de cassação. Neste período, o presidente da Casa, Joaquim Ribeiro (PSB), tem a prerrogativa de afastar os vereadores e convocar seus suplentes. A denúncia contra Válter Gomes (PSB), como era esperado, foi arquivado. Seu ex-assessor, Sebastião Turquetti, disse que foi demitido pelo vereador para dar lugar à contratação de “três a quatro” cabos eleitorais. As contratações, contudo, não ocorreram. ATÉ O FIM Procurado ontem para comentar a decisão do Conselho de Ética, Mambrini disse não estar supreso, mas negou que tivesse dividido o salário de sua assessora. “Vou me defender até o fim. Faremos uma nova defesa, com mais elementos, e acrerdito que serei inocentado no plenário”. Já Nirley, procurado duas vezes em seu celular, não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto. Em outras oportunidades, contudo, o vereador negou as denúncias e disse que elas foram causadas por “mágoa” de sua ex-assessora Márcia Pessoni, que teria a intenção de “vingar” sua demissão. JEPY O vereador Jepy Pereira (PSDB) também deverá passar, nos próximos dias, pelo crivo do Conselho de Ética. Até o fim da semana, serão avaliadas gravações de entrevistas concedidas à Difusora e ao Comércio, além do depoimento no MP, onde o tucano assume que contava com dois assessores dividindo um só salário. “Se houver comprovação de irregularidade, as medidas cabíveis serão tomadas”, afirmou Pelizaro.

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