O profissional de marketing Messias de Castro achou estranho o silêncio de seu celular da operadora Claro na quarta e na quinta-feira da semana passada. Intrigado com o fato de, em pleno horário comercial, o aparelho não tocar, resolveu fazer uma ligação para conferir. “Apesar de apontar que tinha sinal de área, não tinha. Teve algumas mensagens (de chamadas não atendidas) que chegaram tardiamente e teve gente que me ligou depois falando que tinha tentado falar comigo. Não tem como eu precisar quanto tempo ficou (sem sinal), mas notei que aconteceu em dois dias”.
Messias não chegou a reclamar para a operadora, porque o sinal acabou voltando um tempo depois. Assim como Messias, vários usuários da Claro na cidade ficaram sem poder utilizar o telefone nos últimos dias.
Procurada pelo Comércio, a Claro se pronunciou por meio de uma nota na qual explica que “foi constatada uma falha operacional em algumas das antenas instaladas na região em função da ampliação da capacidade de sua rede GSM”.
Segundo a mesma nota, o problema já teria sido solucionado e a operadora estaria mantendo monitoramento. A empresa, no entanto, não especificou qual teria sido a falha, o número de clientes atingidos por ela e nem mesmo o período em que houve o problema. Alguns usuários afirmam que o problema persiste.
FISCALIZAÇÃO
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável pela fiscalização das operadoras de telefonia, disse que, em seu sistema de monitoramento, não foi registrado nenhum problema de falta de sinal na região de Franca, mas afirmou que esperará a entrega de um relatório mensal que as operadoras são obrigadas a fazer informando falhas que afetam seu índice de qualidade. “Quando percebemos que o caso é mais sério, são realizadas auditorias para verificar o problema e penalizar as operadoras que tenham causado prejuízos aos seus usuários”, disse a agência, por meio de sua assessoria de imprensa.
Caso os problemas detectados tenham atingido mais de 10% dos clientes as operadoras podem ser punidas com procedimentos administrativos que geram advertências e multas que podem chegar a até R$ 40 milhões.
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