O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal anunciará hoje a punição ou arquivamento dos casos dos vereadores Marcelo Mambrini (PMN), Nirley de Souza (DEM) e Válter Gomes (PSB), acusados por ex-assessores de praticarem divisão de salários. O conselho se reunirá à tarde e oficializará a decisão à Mesa Diretora. Se punidos, os parlamentares podem ser advertidos, suspensos ou até cassados.
Na reunião realizada na tarde de ontem, Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia (PMN) decidiram pelo arquivamento da acusação contra Gomes, que preside o conselho e não pôde votar. Seu ex-assessor, Sebastião Turquetti, denunciou a intenção do vereador de demiti-lo para contratar “três ou quatro” cabos eleitorais.
Já os casos de Mambrini e Nirley são mais complexos. Mambrini tem contra ele, além do depoimento da ex-assessora, Lara Cristina Rodrigues, que o acusou de exigir R$ 800 mensais para mantê-la no cargo, um vídeo que testemunharia a partilha.
Nirley não é acusado de tomar dinheiro para si. Segundo a ex-assessora, Márcia Pessoni, o vereador pediu que ela comprasse e pagasse um carro para seu irmão, Carlos de Souza. Tanto Nirley quanto Mambrini negam as acusações.
Outro que deverá ser ouvido é Jepy Pereira (PSDB). O tucano confessou ao Ministério Público que mantinha dois assessores dividindo o mesmo salário.
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