O destino dos 24 cachorros retirados da casa do professor Roberto Marconi Corrêa, 55, e de sua a mãe, de 86 anos, no dia 23 de janeiro, ainda não está decidido. Mas Fernando Baldocchi, chefe de vigilância em saúde, disse que os animais devem ser sacrificados. “São cães muito agressivos e difíceis de serem ressocializados. Alguns poderão ser doados, mas precisamos esperar a decisão do juiz”.
Transferidos para o Canil Municipal, todos eles foram avaliados por um veterinário e a Vigilância Ambiental elaborou um relatório detalhado das condições em que viviam, se estão machucados, da possibilidade de serem adotados e outros detalhes para apresentar ao juiz responsável. Alguns estão com vermes e machucados. “A resposta deve sair ainda nesta semana. Os animais não podem permanecer por muito tempo no Canil, que não tem essa característica”, disse Fernando.
Os animais do professor Roberto Corrêa foram levados para o Canil depois de seis meses de contatos entre a Prefeitura e ele. Os vizinhos haviam reclamado do mau cheiro da casa, latidos constantes e ataques, mas o dono, mesmo notificado do problema e multado, não retirou os 24 cães de sua casa, em pleno Centro, e os bichos foram “despejados”. “Se o proprietário dos cachorros conseguir um local para criá-los, caberá ao juiz autorizá-lo ou não”.
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