O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar deve fechar amanhã seus relatórios a respeito dos casos de Marcelo Mambrini (PMN), Nirley de Souza (DEM) e Valter Gomes (PSB). Os três são investigados sob denúncias de que dividiram ou, no caso de Gomes, pretendiam dividir salários de ex-assessores e podem sofrer punições que vão desde advertência até a cassação do mandato. As eventuais indicações de punição pelo conselho serão enviadas à Mesa Diretora, que as submeterá ao plenário para acatá-las ou arquivá-las.
O único caso com desfecho já certo é do próprio Gomes. Seu ex-assessor, Sebastião Turquetti, após ser demitido, procurou o Ministério Público e disse que foi desligado porque o vereador queria, com o dinheiro, contratar “de três a quatro pessoas” para trabalhar em sua campanha à reeleição. Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia dizem que a denúncia é fraca e será arquivada. “Não há como punir alguém pelo que aconteceria no futuro”, disse o petista. Pelizaro não quis se manifestar sobre os casos de Mambrini e Nirley.
Encerrados esses casos, o Conselho reabrirá o procedimento que investiga Jepy Pereira (PSDB). Ao contrário de todos os outros, ele reconheceu que mantinha dois assessores em seu gabinete, dividindo o mesmo salário. Apesar de ser o único com uma confissão feita pelo próprio autor da divisão, o caso já havia sido arquivado pela Câmara, em outubro.
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