Para Franca, de pouco adiantou a viagem de Toni Chakmati, presidente da FPB (Federação Paulista de Basquete), à Argentina. O cartola viajou até Mar del Plata com o objetivo de recolocar o Unimed/Franca na disputa da próxima edição da Liga Sul-Americana.
No entanto, ele voltou ao Brasil sem concretizar os planos.
A informação foi confirmada ontem pelo presidente do Franca Basquete, José Guilherme Calil Maia. "Realmente não deu certo, pois os dirigentes da Consubasket (Confederação Sul Americana de Basquete) informaram ao Toni Chakmati que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) é a responsável por indicar os clubes brasileiros que disputarão a competição. Por motivos óbvios, não fomos indicados", disse o mandatário francano.
A decisão judicial que excluiu o Minas Tênis da competição continua valendo e, por este motivo, nenhum dos quadrangulares iniciais da Liga Sul-Americana deverá ser realizado no Brasil. "Os dirigentes querem evitar problemas com a Justiça, como os que ocorreram na Liga Pan-Americana. Por isso, os jogos devem ser realizados no exterior", completou Calil. O único time brasileiro garantido no torneio é o Brasília, atual campeão nacional.
Com a exclusão definitiva da equipe da Liga Sul-Americana, naufraga o sonho da diretoria francana em vê-la disputar um torneio internacional oficial. Resta agora ao clube participar da decisão do Campeonato Paulista.
Após o encerramento do estadual, o Unimed/Franca terá pela frente somente a Supercopa de Basquete, torneio paralelo ao Campeonato Nacional, que será organizado pela Associação de Clubes e não conta com a chancela da CBB. A competição não dará ao seu campeão o direito de disputar campeonatos internacionais.
A última e remota esperança dos dirigentes francanos em participar da Liga fica por conta da ação judicial que o Franca Basquete move contra a CBB. Como não houve conciliação nas audiências, os cartolas aguardam a sentença do juiz, que não tem data para ser proferida.
O fato do time francano ficar fora de três competições oficiais (Campeonato Nacional e as Ligas Sul e Pan-Americana) pode trazer dificuldades na renovação do contrato de patrocínio com a Unimed. Neste ano a cooperativa médica aumentou em 50% o aporte financeiro ao clube pelo prazo de uma temporada.
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