‘Não há nada que pague essa alegria’


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A professora Mariza Sampaio Martins, 57, se aposentou em 1997, com quase 30 anos de carreira. Ela se emocionou com a iniciativa da ex-aluna Rosineide Rossato e contou que ela foi a segunda a procurá-la nos últimos três meses. Em outubro de 2007, uma outra estudante tentou localizá-la por um programa de rádio, mas não conseguiu. Um certo dia, por acaso, cruzou com a merendeira da escola que sabia o endereço de Mariza e a informou. “Ela foi me visitar”. Comércio da Franca - Como foi saber que o sonho de uma ex-aluna era reencontrar a senhora? Mariza Martins - Foi muito emocionante ficar sabendo que a Rosineide queria rever-me. Fiquei feliz por saber que aquela menininha agora era uma mulher adulta que estava procurando a professora da primeira série. Isso tem um valor inestimável. Não há o que pague essa alegria. Comércio - A quê credita essa lembrança? Mariza - É difícil de imaginar. De certo, foram os fatos da época, a maneira como ela vivia, a dificuldade que ela passava, andava tantos quilômetros para ter aula na fazenda vizinha. E o que ela aprendeu deve ter sido muito importante na vida futura dela. Comércio - E o que fica dos 27 anos como professora? Mariza - Foi o melhor período da minha vida. Acho que eu nasci para ser professora. Quando eu olho para trás, eu sou feliz de ter escolhido essa profissão porque eu gostava do que eu estava fazendo, apesar de um professor não ganhar muito bem, é gratificante a relação professor-aluno. É uma relação que mistura amor, ensino, alegria e, de repente, você começa até a participar da vida e dos problemas dos próprios alunos.

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