Nirley de Souza apresenta a sua defesa na segunda-feira


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O vereador Nirley de Souza (DEM) apresentará na segunda-feira, provavelmente no período da manhã, sua defesa ao Conselho de Ética da Câmara. O parlamentar é acusado de forçar sua ex-assessora Márcia Pessoni a comprar e pagar as prestações de um veículo Gol, ano 90, no valor de R$ 300 para seu irmão, Carlos de Souza, o “Carlinhos”. Denunciado por Márcia ao MP, Nirley negou todas as acusações, mas tem contra si os depoimentos de outras duas testemunhas, que reforçam a versão da ex-assessora. Se considerado culpado, o vereador poderá ter punições que vão de advertência até a cassação indicadas pelo Conselho de Ética, que se reunirá na tarde de segunda-feira para analisar a defesa. Nirley não foi encontrado para comentar. Na reta final também está o procedimento que apura a quebra de decoro de Marcelo Mambrini (PMN), acusado de pegar para si R$ 800 mensais de sua ex-assessora Lara Rodrigues. O valor equivale à metade do salário líquido que Lara recebia na Câmara, onde trabalhou por 14 meses, até setembro de 2007. Além do depoimento, Lara apresentou um vídeo, gravado no gabinete onde trabalhava com Mambrini, cujas imagens comprovariam a realização de uma partilha entre ela e o vereador. A prova é considerada contundente pelo Conselho de Ética. Mambrini, com a denúncia, pode ter a cassação de mandato recomendada. Além disso, responde a inquérito criminal na Delegacia Seccional por suposta concussão (tirar para si vantagem indevida) e será alvo de uma ação civil pública por improbidade administrativa, a ser proposta pelo MP nos próximos dias. CONSELHO O presidente do conselho, Valter Gomes (PSB), disse que a conclusão dos trabalhos será feita até na quarta-feira, dia 30. Segundo Gomes, a intenção inicial era terminar na semana passada, mas, com o surgimento de fatos novos, a apuração se arrastou. “Concedemos cinco dias a mais para a defesa do Nirley. Mas tão logo analisemos as duas defesas, daremos nosso parecer”, afirmou. Durante a semana deverá, também, ser analisada pelo conselho uma carta de explicações de Jepy Pereira sobre a divisão de salários que era praticada por seus assessores no ano passado. Diante da inevitável convocação e reabertura do caso, o tucano decidiu se antecipar. “Vou informar que esses fatos realmente ocorreram, da forma como ocorreram, no meu caso especificamente”, disse o vereador.

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