O advogado e irmão do investigador Carlos Evangelista se pronunciou na tarde da última sexta-feira. Ele chamou a imprensa na porta do Fórum “Alberto de Azevedo”, onde distribuiu uma nota de esclarecimento. Evangelista se defende dizendo que as fotos foram feitas sem sua autorização.
Para o advogado André Luís Evangelista, seu irmão é inocente e ainda alega que o investigador exercia funções fora de suas atribuições. Como a delegacia de Ribeirão Corrente não tem um delegado permanente, segundo o advogado, seu irmão “fazia de tudo na unidade”.
Em nota, a defesa aponta 12 itens, que Carlos cumpria diariamente, que vão de cuidar da viatura, passando por atendimento a pessoas que buscam informações até emplacamento de veículos. Outro fato apontado pelo advogado é que seu cliente também verificava denúncias feitas pelo próprio Conselho Tutelar, cuja sede fica em frente à delegacia.
Sobre as alegações de seus superiores hierárquicos, que os teriam apontado como uma pessoa “sem maturidade e ingênua”, o advogado de defesa declarou na nota que seu cliente e irmão não poderia então estar exercendo tais funções na delegacia com tantas responsabilidades. Tanto o advogado como Carlos Evangelista não quiseram dar entrevistas, preferindo se manifestar apenas através da nota de esclarecimentos.
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