Arrendadores amargam redução de 35% no pagamento pela terra


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Quem se empolgou com os preços pagos com o arrendamento das terras para a plantação de cana-de-açúcar levou um susto nos últimos meses. Foi o caso da professora de Patrocínio Paulista Marina Haber de Figuei
Quem se empolgou com os preços pagos com o arrendamento das terras para a plantação de cana-de-açúcar levou um susto nos últimos meses. Foi o caso da professora de Patrocínio Paulista Marina Haber de Figuei
Quem se empolgou com os preços pagos com o arrendamento das terras para a plantação de cana-de-açúcar levou um susto nos últimos meses. Foi o caso da professora de Patrocínio Paulista Marina Haber de Figueiredo, que, em outubro de 2006, resolveu arrendar sete alqueires do sítio da família para a produção da matéria-prima do etanol. O contrato, de cinco anos e prorrogável por mais dois, caso o arrendador queira, estipulava o pagamento de 42 toneladas de cana por alqueire. Nos primeiros quatro meses, o pagamento variou de R$ 850 a R$ 900, dentro da expectativa da professora. A partir daí, no entanto, ela viu seus rendimentos diminuindo mês a mês até chegarem ao valor de R$ 350 recebidos em janeiro. O grande problema, como comenta o assessor-técnico da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil), Geraldo Magela de Andrade Silva, foi a cotação do produto, que sofreu queda nos últimos meses. “O preço hoje do quilo do ATR (Açúcar Total Recuperável - unidade utilizada para medir quantidade de cana) é formado por preço de mercado. Quem arrenda recebe por mês, de acordo com o preço divulgado pelo Consecana (Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar), e os preços caíram bastante desde 2007, com uma redução de cerca de 35% entre o ano safra (abril/2007 - abril/2008)”. O motivo para a queda do preço é a alta oferta de produtos. “Estamos com o mercado ofertado. O setor expandiu bastante nos últimos dois anos, por isso é que o preço está deste jeito”. Ainda assim, o preço, na opinião de Geraldo, remunera o custo de produção e o arrendamento. O técnico da Orplana, no entanto, diz ainda que as previsões para o setor não são as melhores. “A expectativa é de mais um ano de preço ruim, baixo”. A situação só não é pior, de acordo com Geraldo, por causa das vendas de carros flex, que demandam maior consumo de álcool. Enquanto isso, a professora Marina não tem o que fazer, a não ser torcer para que esta tendência de queda se inverta. “O arrendamento adota um valor fixo de ATR (que varia de cotação). O que o setor tem tentado fazer é abrir mercado para aumentar a demanda e equilibrar com a oferta para equilibrar o mercado”. Para evitar problemas como o vivido pela professora patrocinense, a orientação da Orplana para os novos produtores é de que não arrendem a terra, pois com a produção própria é possível fazer ajustes para amenizar as dificuldades do processo de arrendamento.

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