Adriana Telini não é a única representante da classe a enfrentar problema com a polícia este mês por causa de um roubo. O ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marco Aurélio Gilberti Filho, foi acusado de forjar um assalto no começo de janeiro. O carcereiro Gilberto Aurélio Barbosa Gilberti, 32, irmão do advogado, foi preso como sendo um dos supostos assaltantes. Ele já deixou a cadeia e a polícia parece ter esquecido do caso.
Logo após deixar sua casa para depositar R$ 73,7 mil, no dia 3, Marco Aurélio foi abordado por dois homens que, segundo a PM, seriam assaltantes. Uma viatura da polícia passava por acaso pelo local. Os indivíduos da moto saíram correndo e deixaram para trás a pasta com o dinheiro, um capuz e um revólver. Foram presos ainda por perto. Um dos homens era o carcereiro Gilberto Aurélio.
Teriam dito para a PM, em off, que “aquilo era coisa de família” e que teriam sido chamados pelo advogado para simular um roubo. Em depoimento, garantiram que faziam apenas uma escolta de valores. Marco Aurélio repetiu a mesma versão e garantiu não ter sido vítima de roubo algum. “Estou convicto de que houve uma simulação de roubo. Agora, o que está por trás disto, o que eles queriam simulando este roubo, é o que precisa ser apurado”, afirmou em entrevista gravada ao Comércio, no dia 6, o delegado seccional, Maury de Camargo Segui.
O carcereiro Gilberto foi levado para o presídio especial da Polícia Civil, em São Paulo. Ainda em Ribeirão Preto, a viatura que o transportava capotou e os ocupantes escaparam por pouco da morte. Há uma semana, ele obteve liberdade provisória e deixou a cadeia. Sua suspensão termina dia 24 de fevereiro. Se não for prorrogada, voltará a trabalhar normalmente. Ele pediu remoção para Rifaina.
Coube ao 4º DP investigar o suposto assalto. Quase um mês depois da ocorrência, nenhum dos envolvidos prestou depoimento.
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