Pais, cuidado: 76% das vans escolares estão sem vistoria


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Van escolar entra para vistoria na Ciretran de Franca. Veículo é um dos poucos com documentação em dia
Van escolar entra para vistoria na Ciretran de Franca. Veículo é um dos poucos com documentação em dia
Com a proximidade do reinício das aulas, os pais se vêem às voltas com uma velha preocupação: como será o transporte dos filhos até a escola. E na hora de escolher o serviço em Franca, a atenção precisa ser redobrada. Até ontem de manhã, das 125 vans e micro-ônibus autorizados pela Prefeitura a transportar alunos, apenas 30 tinham feito a vistoria semestral obrigatória na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito). Isso significa que 76% dos veículos estão com as licenças prestes a vencer. O prazo expira em dez dias, já que os alvarás valem até 5 de fevereiro. O alvará de prestação de serviços emitido pela Prefeitura tem validade de seis meses e é expedido mediante a vistoria feita pela Ciretran, que avalia 11 itens de segurança dos automóveis. Os motoristas devem realizar duas inspeções e renovações das licenças por ano. Mas sempre atrasam. Falta programação por parte deles. “Os perueiros costumam reclamar das taxas que pagam para as renovações. Dizem que é difícil cobrar dos pais nas férias de dezembro e janeiro e que não têm dinheiro nesta época para pagar as taxas. Muitos ainda precisam gastar com reparos nos veículos antes, como troca de pneus”, disse Alexandre Stefani, escriturário do Setor de Transporte Alternativo Municipal. Os prestadores de serviços pagam R$ 81,84 pela vistoria, R$ 16,37 da autorização para o transporte e R$ 6 para expedição do novo alvará. São R$ 104,21 no total. Os que não passarem pela vistoria e circularem sem a inspeção podem ser multados em até R$ 165 e ter a van ou microônibus apreendido pela fiscalização, além de colocar a segurança dos alunos em risco. O tenente Sérgio Buranelli, chefe da Divisão de Trânsito, promete intensificar o cerco contra as peruas escolares. No ramo há sete anos, Raimundo Camargo, 49, não quis correr esse risco. O alvará dele vence em 5 de fevereiro, mas o motorista levou sua van para inspeção no dia 16 de janeiro. Ele se programa para ter como pagar as taxas cobradas no começo e meio do ano. “Já sabemos que teremos de pagá-las, pois são obrigatórias. Em janeiro, não temos salário porque é época de férias. Durante o ano, reservo um pouco de dinheiro por mês para pagar IPVA, licenciamento, seguro e as vistorias”. Raimundo transporta 45 clientes na região do Jardim Noêmia e Boa Esperança. O preço da mensalidade para o transporte é de R$ 75. ‘RADAR’ ACIONADO O setor de transporte alternativo estima que 4,5 mil estudantes sejam atendidos pelas 125 vans escolares. Antes de contratarem o serviço, os pais devem atentar para alguns detalhes. A orientação do departamento responsável é para que peçam ao motorista e consultem o prazo de validade do alvará, do comprovante de inspeção da Ciretran e certifiquem-se de que não há transporte de alunos em excesso. O máximo permitido são 15 pessoas. “O documento da Ciretran garante que o veículo está em segurança e bom estado de conservação. São ações simples que aumentam a segurança e evitam ação dos perueiros clandestinos”, disse Alexandre Stefani. Dentre os 11 itens inspecionados pela Ciretran estão o tacógrafo, que registra e arquiva a velocidade do veículo; existência de cintos de segurança para todos passageiros; extintor de incêndio; limitadores de abertura dos vidros de até 10 centímetros e outros acessórios.

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