O preço do litro do álcool combustível, que desde os primeiros dias de janeiro apresentou decréscimo semanal de cerca de R$ 0,05, chegou ao seu preço mínimo nesta semana. O produto, que no fim de dezembro chegou a ser encontrado nos postos de Franca por R$ 1,39, era vendido ontem por até R$ 1,06 e mantinha uma média de R$ 1,09 na maioria dos estabelecimentos. A explicação da queda no preço em plena entressafra da cana-de-açúcar seria o estoque em alta nas usinas, que tiveram boa produção em 2007, mas não exportaram o quanto pretendiam.
Com o preço em baixa, abastecer um veículo do tipo bicombustível está duas vezes mais vantajoso. Basta fazer as contas para logo cair nas graças do produto. Para se ter uma idéia, um carro bicombustível popular, que normalmente consome 1 litro para percorrer 8 quilômetros dentro da cidade, abastecido com o álcool, gastaria-se R$ 47,70 para encher o tanque de 45 litros. O mesmo veículo, abastecido com gasolina, precisaria de R$ 108,90 para encher o mesmo tanque. Apesar de o motor a gasolina render mais, percorrendo até 10 quilômetros com a mesma quantidade de combustível, a diferença entre os preços (R$ 61,20), pagaria outros 57,7 litros de álcool, o que daria para o carro percorrer mais 461,60 quilômetros. Somado, o veículo à álcool percorre 821,60 quilômetros com R$ 108,90, 371,6 quilômetros a mais do que com o tanque cheio de gasolina.
Segundo o gerente de um posto de Combustíveis da Avenida Ismael Alonso Y Alonso, Fernando Seixas, a tendência é de mais queda. De acordo com ele, a concorrência local deve baratear ainda mais o preço do litro do combustível nas próximas semanas. “A disputa de mercado deve beneficiar o cliente”, disse.
Enquanto o preço do litro do álcool se encontra em declínio desde o início do ano, o da gasolina, por outro lado, não teve nenhuma alteração. A média dos preços nos postos da cidade é de R$ 2,42 por litro do combustível.
DIFERENÇA
De acordo com as montadoras, o carro flex, quando abastecido com álcool, consome 30% a mais do que ao usar gasolina. Por isso, é preciso que o preço do combustível vegetal seja, pelo menos, 30% inferior ao do derivado de petróleo. O cálculo é fácil. Se a gasolina custa R$ 2,15, basta multiplicar o valor por 0,7 para estabelecer a diferença de 30%. O resultado é 1,515. Se o álcool custar abaixo de R$ 1,515, ele é mais vantajoso. Acima desse patamar, é melhor ficar com a gasolina mesmo.
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