Depois da suspeita de fraude em dezembro passado, os bacharéis em direito fazem amanhã as provas do 134º exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo. Em Franca, 386 candidatos farão o exame que dá o direito de exercer a advocacia. Em todo o Estado, são 24.827 bacharéis inscritos. Diferentes das edições anteriores, haverá mudanças na aplicação das provas e um controle maior na segurança.
As provas acontecerão em seis salas do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), a partir das 8 horas. É recomendável que os candidatos cheguem com meia hora de antecedência. A duração será de cinco horas. Só farão as provas quem estiver munido do documento de identidade original (RG), comprovante de inscrição e caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Não será permitido uso de lápis, lapiseira, borracha ou qualquer tipo de corretivo.
Nilson Rodrigues, coordenador regional do Exame da Ordem, explicou que a OAB foi a responsável pelo conteúdo das provas.
Essas foram diagramadas e reproduzidas na gráfica da Cespe/UnB (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos/Universidade de Brasília), nova empresa contratada para aplicar o exame. A Cespe também será responsável pela guarda das cópias e a PF (Polícia Federal) fará o acompanhamento da distribuição das provas. “As regras continuam as mesmas, a mudança está na parte de segurança que foi terceirizada e estará mais rigorosa”. Anteriormente, a prova com cem questões objetivas seria aplicada pela Vunesp (Fundação para o Vestibular da Unesp).
Rodrigues disse que entre as mudanças anunciadas, na parte de segurança, estão o uso de detector de metais, inspetores de segurança nos banheiros e a presença de um médico. “No total, a equipe será de 30 pessoas entre chefes de salas, fiscais, pessoal de limpeza, porteiro e inspetores de segurança”.
Para o presidente da subseção da OAB de Franca, Mansur Jorge Said Filho, apesar da mudança na aplicação da prova, o exame continuará com a mesma lisura e transparência. “A nossa intenção é manter a idoneidade do exame. Apesar de ser outra empresa na aplicação, o nível de exigência será o mesmo”.
REPROVAÇÃO
Em 2006, a média de aprovação no Exame da Ordem, de final de ano, foi de 22%. No ano passado, o último aconteceu em agosto de 2007, e a aprovação apresentou índices ainda menores, apenas 15,9% dos candidatos do Estado foram aprovados. “Isso mostra que ainda temos estudantes despreparados. O Exame da Ordem não é sorte, ele exige um grau mínimo de conhecimento para que o candidato exerça a advocacia”, disse Mansur Jorge Said Filho, presidente da subseção da OAB de Franca.
Ontem, um grupo de 65 inscritos no exame participaram do “Dia D”, com 12 horas de aulas preparatórias. O extensivo aconteceu na escola UEDA (Universo do Estudo do Direito Aplicado) e começou às 9 horas.
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