Agora é o carnaval


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Alguém avise a esse pessoal das escolas que Carnaval de rua já era... A vizinhança das “quadras” ainda tem que suportar o que chama de “ensaio”, em uma única rua do bairro. Vai do final de novembro até fevereiro, todos os dias, até as 22 horas, sem falhar sábados ou domingos nos períodos da tarde e noite. De quebra, recebem ainda dinheiro da Prefeitura para apresentarem a “tal arte” (sic). Enquanto isso o povo samba para pagar IPTU, IPVA... etc. Cleide é leitora do Comércio da Franca ***** Li os comentários do colunista Edward de Souza no Comércio de 10 de janeiro, sobre o Carnaval. Como perguntar não ofende, eu queria saber do colunista Edward de Souza se já perdeu um segundo de seu precioso tempo para saber o que um dirigente de escola de samba faz o ano inteiro, “além de ficar esperando o dinheiro da Prefeitura”, como escreveu em seu texto. Concordo que o Carnaval de Franca é fraco e que os de Batatais e Ribeirão Preto ficam mais fortes e bonitos a cada ano. Os dirigentes de escolas de samba têm parcela de culpa nisso, só que o Poder Púbico tem que colocar pessoas que gostem do que fazem e não quem só quer ter cargo no serviço público. Convido o Edward a ir à avenida e ver o que é feito com R$ 23 mil. Verbas oficiais existem em todo o País; por que só em Franca não haveria de ter? Sidney Henrique é leitor do Comércio da Franca ***** RESPOSTA DE EDWARD DE SOUZA — “Prezado Sidney Henrique! Você me pergunta se sei o que um dirigente de escola de samba faz um ano inteiro, além de ficar esperando o dinheiro da Prefeitura, isso? Mais abaixo, você me pede que vá à avenida para ver o que uma escola faz com R$ 23 mil reais, confere? Então você está concordando que o dirigente de escola de samba nada fez o ano inteiro, afinal, ele está trabalhando apenas com o dinheiro público, correto? Trabalhei durante mais de um ano numa emissora de rádio e em um jornal do Rio de Janeiro e fui dirigente de uma escola de samba. Lá eu sei o que um dirigente de escola faz o ano todo, para não somente depender de verba pública, ou, se quiser, de banqueiros do jogo de azar. O dirigente mobiliza todos os participantes da escola - são milhares - para comparecerem e participarem dos eventos que acontecem o ano inteiro. As escolas que nem sede própria têm alugam salões e promovem ‘roda de samba’, exploram a venda de bebidas e petiscos, vendem camisas da agremiação, isso quando não estão nas ruas, vendendo rifas ou passando o chamado ‘livro de ouro’ entre os comerciantes do bairro representado por ela. Não sou contra a verba pública, sei que ela existe em todo o País. Sou a favor de maior empenho das escolas em busca de verbas para que o nosso Carnaval possa ter maior brilho e chamar a atenção, atraindo turismo para cá. Ir à avenida conferir? Vou sim, mas posso lhe adiantar que será como nos anos anteriores; um desfile com escolas pobres reclamando que a verba oficial chegou tarde e não foi o suficiente. Minhas perguntas continuam: o que foi feito durante o ano em busca de verbas? Quanto foi conseguido?”.

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