O clube e a sede social do Clube Atlético Paulistano em São Paulo, onde se realizaram as duas últimas partidas da série melhor-de-cinco entre a equipe da casa e o Unimed/Franca, são imponentes. Ocupam uma área de vários quarteirões em pleno Jardim Europa, onde está um dos metros quadrados mais caros do País. No local, cafés e restaurantes finos, várias academias, lojas, salões sofisticados de eventos e uma limpeza impecável. O vestiário masculino tem mais de cem metros quadrados. Para cuidar da estrutura, são mais de 500 funcionários.
O quadro de sócios também impressiona: são mais de 30 mil, sendo dez mil detentores de títulos e o restante dependentes. Não há mais títulos à venda. Os abastados que quiserem se associar têm de comprar de terceiros pela "bagatela" de R$ 150 mil. Fora isso, terá de arcar com mensalidades de R$ 500, válidas para a pessoa, cônjuge e filhos menores. Ao fazer 18 anos ou casar, o dependente tem de comprar o próprio título. Só aí, a receita do clube beira os R$ 5 milhões mensais, fora arrecadação com as lojas, show, cursos e eventos.
Recentemente, revelou um funcionário, o tetracampeão do mundo com a seleção brasileira, Mauro Silva, que atuou por anos no La Coruña, da Espanha, adquiriu um título. "O pessoal que chega aqui é deste naipe. Aqui, rola muita grana mesmo", afirmou o rapaz, que trabalha no setor administrativo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.