Investigador é afastado e tem arma recolhida


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A brincadeira dentro da delegacia custou caro ao investigador Carlos Evangelista. Ele teve sua arma recolhida, foi afastado das funções e deverá ser expulso ao fim do processo. O policial havia assumido o cargo no dia 10 de fevereiro de 2006. Em Franca, trabalhou na Dise e no 3º DP. Estava há dois meses em Ribeirão Corrente. O episódio da sessão de fotos parece ter encerrado sua carreira na polícia. “O policial ainda cumpria o estágio probatório que é de três anos, mas já propus a sua não-confirmação na carreira. Ele foi afastado e vai responder a inquérito policial por ter entregue uma arma para pessoa não habilitada e por corrupção de menores. Também responderá a processo administrativo disciplinar que visa à sua demissão”, informou o delegado seccional, Maury de Camargo Segui. Policiais civis estiveram na delegacia de Ribeirão Corrente e apreenderam o computador usado por Carlos Evangelista. A máquina será periciada. Na manhã de ontem, o policial esteve na sede da Delegacia Seccional, acompanhado de dois advogados, para entregar sua arma. Não quis se manifestar. “Temos que esperar a apuração. As fotos foram feitas sem o seu consentimento. Havia saído para atender uma ocorrência e as meninas aproveitaram sua ausência. Sua inocência será provada”, disse André Evangelista, advogado e irmão do acusado. Para Maury Segui, a versão apresentada pela defesa do policial não é crível e pode complicar sua situação. “A versão é tão infantil quanto irresponsável”.

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