Uma vitória com a cara do basquete francano. Assim pode ser definida a classificação do Unimed/Franca, ontem, para sua segunda final consecutiva no Paulista. O time, atual campeão do torneio, chegou ao fim do confronto com o Paulistano sem Felipe, Matheus e Fransérgio, todos eliminados com cinco faltas, Rogério com câimbras e Marcio Dornelles se arrastando em quadra. Ainda assim, venceu, em São Paulo, por 75 a 71 (41 a 29). O armador Helinho, mal no jogo de quarta-feira, recuperou-se e foi o cestinha da partida, com 19 pontos. Outros três atletas ultrapassaram a casa dos dois dígitos, com dois deles chegando ao double-double: Rogério (15 pontos e 11 rebotes) e William (12 pontos e 11 rebotes). Felipe fez 12. Pelo adversário, destaque para Dedé, que converteu 17.
O primeiro quarto já evidenciava que o jogo seria diferente. Com uma defesa consistente, o Unimed/Franca abafou os ataques do Paulistano e contra-atacou com eficiência. Felipe, que retornou ao quinteto titular no lugar de Matheus, sobrou nos rebotes defensivos. Por outro lado, o armador Fulvio, tenso, não conseguiu organizar o time da capital. Com isso, o período ficou em 22 a 15 para o Unimed/Franca.
No quarto seguinte, Márcio sentiu novamente a lesão na coxa direita que o incomoda há meses. Foi sacado de quadra e em seu lugar entrou Fransérgio. No ataque, Helinho e Rogério "seguraram" o jogo. No fim do primeiro tempo, Franca fechou com vantagem de 41 a 29. "Nossa defesa está bem. Se a mantivermos assim venceremos o jogo", disse Helinho.
Os problemas aumentaram no terceiro quarto. Matheus fez sua quinta falta e deixou a quadra. Márcio teve de voltar no sacrifício, mancando em quadra. Não resistiu muito tempo e, com fortes dores musculares, voltou ao banco. O Unimed/Franca segurou o Paulistano e fechou o quarto na frente: 53 a 43.
Nos últimos dez minutos, porém, toda estratégia de jogo caiu por terra. Felipe e Fransérgio também foram eliminados. Márcio teve de voltar à quadra. Ele mal agüentava andar. O Paulistano cresceu e diminuiu a diferença para dois pontos (73 a 71). Márcio partiu no contra-ataque, mas deixou a bola escapar. Com menos de 30 segundos, Fúlvio recebeu a bola, partiu para cima do garoto Cauê e arremessou de três. Errou. Márcio dividiu bola com Fernando Penna e Vinícius, derrubou ambos e o juiz apontou falta a seu favor.
Os atletas do Paulistano partiram para cima dos juízes, pedindo falta em Penna. Após dez minutos, Márcio converteu os dois lances livres e garantiu a vitória por 75 a 71. "Foi mérito de toda equipe e será assim até o fim: muita raça, luta e determinação", afirmou o ala. A final, sem data definida, só será realizada depois do Carnaval.
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