O número de primeiros empregos gerado em Franca é o mais baixo desde 2004. Naquele ano, 6598 pessoas entraram para o mercado de trabalho. Em 2005, foram 5529, sendo que em 2006 o número passou para 5325, chegando aos 4790 de 2007.
O presidente do sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, acredita que há um avanço na absorção de mão-de-obra mais nova, mas que, no fim das contas, os empresários ainda preferem a experiência. “A impressão que eu consigo analisar de mercado de trabalho é que as empresas estão optando por pessoas mais experientes, o que prejudica um pouco os jovens”, disse.
O motivo da escolha seria a alta produção registrada em 2007, o que inviabiliza o período de aprendizagem necessário para quem entra no mercado de trabalho. “Quando a empresa dá um salto como deu no ano passado, a tendência é ela precisar de pessoas que entrem na empresa e dêem conta do serviço. A formação dos novos sapateiros, portanto, fica um pouco prejudicada”, avalia Paulo Afonso.
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