Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas quando o assunto é estilo, a musa da moda, a francesa Gabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida como Coco Chanel, merece destaque. No século 19, ela simplesmente revolucionou os guarda-roupas femininos libertando a mulherada daqueles trajes pomposos e completamente desconfortáveis. Com ela, foi-se o tempo das faixas, cintas, corpetes apertados e das saias cheias de babados e franzidos. Ela inovou o cenário fashion e fez sucesso com o lançamento de blusas de malha fina, calças boca de sino, saias, jaquetas curtas, casacos acinturados e o eterno pretinho básico, um vestido com gola, mangas largas e punhos.
Com elegância e classe, Chanel criou o seu próprio estilo. Afinal, quando o assunto é se vestir bem, estar na moda não basta! Uma dose de criatividade, ousadia e autenticidade faz sim toda a diferença.
E para os especialistas de moda, estilo nada mais é que isso, ser fiel à sua personalidade e se vestir a vontade, sem se preocupar com os estereótipos da beleza. “Ao escolher o que vestir, a pessoa faz um depoimento de si mesmo, quem assume isso, tem estilo”, disse o diretor do curso de moda da Unifran (Universidade de Franca) Julius Pimenta.
A estilista Marina Lemos, 21, garante que está na lista dos estilosos. Ela dispensa o jeans tradicional e investe em looks como vestidos, jardineiras, saias e blusinhas regata. O vício pelos acessórios e pelo salto alto também compõem seu visual despojado. “Gosto de usar peças confortáveis e inusitadas. Procuro adaptar as tendências ao meu gosto, mas não sou escrava da moda”.
Marina se considera uma pessoa extrovertida e bem calma. Por isso não abre mão de roupas alegres; aquelas coloridas ou cheias de estampas. “A maneira como as pessoas se vestem é uma forma de expressão. As cores sérias não fazem o meu estilo”.
Mas se engana quem pensa que estilo é uma característica inerente à qualquer pessoa. Combinar a personalidade com o visual sem sair copiando artistas de novela é uma tarefa complicada. “Algumas pessoas simplesmente não têm estilo. Elas não acertam na cor, na forma e, mesmo depois de muitas mudanças, ficam iguais a todo mundo”, garante Julius.
De acordo com a estilista e consultora de moda Lila Junqueira, o costume de se vestir de maneira exclusiva é, na maioria das vezes, eterno, mas isso não quer dizer que a pessoa não pode dar uma “variada” no visual ao longo da vida. “Assim como a personalidade de uma pessoa pode mudar, o estilo dela também muda”.
Vale lembrar que alguns eventos e profissões exigem que muitos camuflem o seu estilo. Os colegas Wanessa Campos e Júnior Gomez não sofrem com este problema. Eles trabalham em uma loja de roupas bem liberal e podem picar o cartão sem se preocupar se estão usando boné, salto alto, calça justa, cinto largo, colete ou abusando da maquiagem e do cabelo despenteado. “A gente gosta de se vestir assim e nos sentimos bem só deste jeito”, disse Júnior.
Ele segue o estilo indie rock, característico de pessoas que gostam de bandas inglesas e nova iorquinas. “Eu faço o estilo paty, amo minhas bolsas e só me sinto completa com um salto alto”, disse Wanessa.
No mundo da moda, os visuais mais comuns são: esportivo, romântico, formal, tradicional, conservador, baladeiro e alternativo.
Colaborou Mônica Carvalho
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