Se fosse possível classificar com estrelas o nível de sujeira, recebendo mais pontos os terrenos menos imundos, a Rua Arthur Franchini do Jardim Dermínio não teria estrela alguma. Dos bairros visitados, este é o que está em pior estado, concentrando restos de todo tipo. Numa rápida parada foram verificadas garrafas plásticas, roupas, foguetes estourados de papelão, embalagens de presentes, telhas de barro e amianto, pisos, câmara de ar cheia de areia, sacos de batata, bolsas velhas, restos de couro, cuecas, calcinhas, caixas de leite, tanque de lavar roupas, tijolos, resto de uma cama e de um sofá. Mesmo na presença da reportagem, um pedreiro que trabalhava na reforma de uma casa próxima atravessou a rua para despejar um carrinho cheio de entulhos na encosta do terreno da Prefeitura.
No bairro, o caminhão passa recolhendo o lixo convencional às segundas, quartas e sextas-feiras; a coleta seletiva acontece às terças. Durante todo o ano passado, a campanha Arrastão da Limpeza, da Prefeitura de Franca, recolheu 222,87 toneladas dos mais diversos entulhos na cidade: de móveis sem serventia a pedaços de veículos. Só da zona oeste, região onde fica o bairro, foram mais de 25 toneladas em 2007, trabalho que envolveu cerca de 70 pessoas e 20 caminhões. Não adiantou. O lixo está de volta.
O secretário Ismar Tavares disse que não há como fiscalizar cada terreno baldio público ou privado de Franca. Mas a ação indiscriminada pode ser denunciada por qualquer pessoa. “Principalmente no caso de caçambas ou caminhões que despejem entulhos de construção ou restos de fabricação de calçados, passíveis de multa”, acrescentou o secretário.
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