A casa da Rua Couto Magalhães abrigava 24 cães sem raça-definida e de portes variados. Paola Russo, veterinária da Vigilância Ambiental, acompanhou a inspeção na casa e disse que havia cachorros em todos os cômodos, que estavam sujos, com fezes e urina pelo chão. Antes da retirada deles do imóvel, o proprietário Roberto Marconi Corrêa, 55, conversou com a reportagem. Ele disse que todos eram bem cuidados e que a retirada era por “implicância”.
Comércio da Franca - Há quanto tempo o senhor cria esses animais?
Roberto Corrêa - Mais de três anos com os cachorros e nunca tentaram retirar. É ou não é implicância?
Comércio - O que o senhor pretende fazer com os cães?
Roberto - Eles estão sob a custódia da Uipa. A dona Maria Aparecida (presidente) conhece muito bem meus animais. Eu não pego animais na rua.
Comércio - E o senhor conseguiu esses animais onde?
Roberto - Em lugar nenhum, eles nasceram aqui. São tudo da mesma família.
Comércio - Como são os cuidados do senhor com eles?
Roberto - Tomam banho, se alimentam quatro vezes por dia. É normal.
Comércio - O senhor costuma lavar o quintal?
Roberto - Duas vezes por dia (vizinhos disseram que ele só retira as fezes, sem lavar o local).
Comércio - Quanto o senhor gasta para mantê-los?
Roberto - R$ 240 por mês só com ração. O resto é só vacinas. Eles não ficam doentes.
Comércio - Quantos cães há no total?
Roberto - A ação foi em cima de treze.
Comércio - Mas quantos tem no total?
Roberto - A ação é em cima de treze.
Comércio - Mas, quantos tem?
Roberto - Eu tenho mais cinco (na verdade, o professor vivia com 24 cães).
Comércio - Eles vivem onde?
Roberto - Ficam no quintal. De três a quatro ficam dentro da casa.
Comércio - O senhor vive com cachorros e sua mãe de 86 anos dentro da casa. Não acha arriscado?
Roberto - De jeito nenhum. São todos limpos, vacinados.
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