Um morador do Jardim Panorama de 27 anos pode ser a primeira vítima da febre amarela em Franca. O homem apresentou sintomas da doença depois de retornar de um passeio em Espinosa, cidade ao norte de Minas Gerais, região considerada de risco pelo Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde de Franca recebeu a notificação de suspeita da Santa Casa, onde o paciente ficou internado do dia 15 de janeiro até o último domingo, dia 20, com dores no corpo, inapetência (falta de apetite), febre e icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas).
Apesar da suspeita, o paciente já está bem e em casa e a Secretaria só aguarda resultados do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, para onde os exames foram encaminhados, para descartar de vez a doença. De acordo com os sintomas, o homem ainda poderia ter contraído leptospirose, hantavirose (síndrome renal) ou dengue. Após a alta, o jovem se encontra em casa e passa bem.
A notificação e suspeita de febre amarela obrigou a Secretaria de Vigilância Epidemiológica a elaborar um plano emergencial de contenção no entorno da casa do morador do Jardim Panorama.
Segundo Alexandre Ferreira, as casas vizinhas do paciente foram visitadas por Agentes de Saúde para uma varredura e intensificação do trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti - conhecido como mosquito da dengue -, agente transmissor também da febre amarela, para evitar o que ele chamou de uma provável “urbanização da doença”. “É um trabalho de prevenção realizado mesmo após o diagnóstico negativo da febre amarela. Só descartaremos de vez a doença a partir do resultado do laboratório Adolf Lutz”, afirmou Alexandre.
‘ALERTA VERMELHO’
A suspeita da doença também colocou a Vigilância local em alerta em relação a pessoas que estiveram em áreas de potencial risco nos últimos dias. De acordo com o secretário de Saúde Alexandre Ferreira, pelo menos 15 pessoas estão sendo monitoradas diariamente por terem viajado sem a vacina para regiões endêmicas onde existem matas e cachoeiras. Estas pessoas foram identificadas a partir de listas de passageiros de agências de viagens e recebem ligações diárias de agentes de saúde da Vigilância Epidemiológica do município. “O monitoramento é necessário para verificar se algum desses viajantes desenvolvem o sintoma da doença”, disse Alexandre.
Apesar do cuidado, o secretário afirmou que não há risco de epidemia nem necessidade para repetir a histeria dos últimos dias em busca da vacina contra febre amarela. “Só deve se vacinar quem tem viagem marcada para as áreas”, disse.
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