Trânsito francano: caos e impunidade


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É com profunda indignação que escrevo para o Comércio para falar deste que já se tornou o assunto mais vergonhoso dos últimos tempos em nossa cidade. O nosso trânsito é hoje a maior vergonha que a sociedade francana tem que suportar. Nesta cidade vemos de tudo no trânsito, menos a aplicação e o cumprimento das leis. Andar sem o cinto de segurança é normal, falar ao celular enquanto dirige também, dar sinal de seta para virar ou mudar de faixa é coisa de outro mundo por aqui. Isso sem falar nas faixas de pedestres, que, aliás, deveriam mudar de nome, pois por aqui elas deveriam se chamar “faixa de carros ou motocicletas”, pois o coitado do pedestre tem que contorná-los se quiser atravessar alguma rua ou avenida, pois os nossos “excelentes” motoristas nunca param antes da faixa, e sim em cima delas. Esta semana mesmo eu vi em frente à agência da Caixa Federal da Estação uma cena que ilustra perfeitamente a impunidade que impera no trânsito da nossa cidade. Um motorista que acabara de sair da agência dirigindo um carro de Auto-Escola e que não era aluno, pois estava sozinho no carro, saiu dirigindo e falando ao telefone celular como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Veja que belo exemplo este “professor” está dando. Mas o que realmente me indigna é que esta situação caótica em que se encontra o nosso trânsito é vista e denunciada pela imprensa, é vista e repudiada pela população, mas o poder público e a Polícia Militar parecem não ver nada, e por isso, com certeza de impunidade esses “motoristas” continuam fazendo o que bem entendem pela ruas da cidade. Eu ia terminar dizendo que o trânsito de Franca virou a casa da mãe Joana, mas pensando bem, chega a ser uma ofensa à pobre mulher, pois nem a casa dela ser tão bagunçada. TEO CAMARGO é leitor do Comércio da Franca

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