Adestrador ensina a educar cachorros


| Tempo de leitura: 2 min
Para profissionais da área e voluntários das ONGs Turma do Abrigo e Cão que Mia, a posse-responsável evitaria violência contra animais. Se os donos cuidassem adequadamente dos bichos, não os abandonassem nem os deixassem soltos em via pública, muitas agressões seriam evitadas. “Posso dizer que em 90% dos casos de maus tratos os proprietários têm participação, pois não educam o animal, não o socializam e estimulam a agressividade, além da que naturalmente já teriam”, disse Marina Melo, presidente da Turma do Abrigo. Adoniran Thomaz, mais conhecido como Dino, é adestrador há 17 anos, e indica os principais passos a serem seguidos por alguém que deseja ter um bicho de estimação. O primeiro deles é saber se todos os moradores da casa estão de acordo com a nova aquisição, afinal um cachorro viverá, no mínimo, 12 anos e pode chegar aos 20. Depois, é preciso consultar veterinários, revistas, livros e sites sobre as raças e seu comportamento. “A pessoa tem de saber se quer um cão de guarda, companhia, brincalhão, com ou sem pêlo, grande ou pequeno. Além de verificar se tem espaço e condições de criar o que escolher”, disse Dino. O adestrador compara os animais a crianças e disse que, como as segundas, os primeiros precisam de atenção, amor e educação. “Eles têm de conhecer limites. Vale lembrar que a melhor maneira de educar não é com o medo, dando tapas, mas com o estímulo positivo, ou seja, recompensar com ração ou carinho a cada acerto”. Os voluntários ainda incentivam a castração (retirada dos testículos por cirurgia) e esterilização (retirada do ovário e útero) de machos e fêmeas para controlar as populações canina e felina. Os métodos para impedir a procriação seriam importantes para evitar que cães e gatos perambulassem pelas ruas, fossem capturados pela carrocinha e sacrificados pelo Canil Municipal de Franca. Só no ano passado, 2160 animais acabaram mortos. A ONG Turma do Abrigo realiza 150 castrações gratuitas para pessoas carentes e a preços de custos (entre R$ 40 e R$ 90) e espera apoio da Prefeitura para montar um ambulatório de castração no Centro Comunitário do Leporace. “O dinheiro gasto com o canil e mortes dos bichos poderia ser usado para castrar e esterilizar os animais”, disse a veterinária Karina da Silva. O município gasta até R$ 20 mil por mês com a manutenção dos serviços do canil e carrocinha.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários