A primeira a gente nunca esquece


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Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. No caso do estudante Bruno Paixão, 18, sua experiência, aos 16 anos, foi marcante. “Estava muito apreensivo, não sabia direito como fazer. Fiquei um pouco assustado e por isso mesmo fui rápido demais; senti dor. Foi uma sensação estranha”. Não, não é o que você está pensando. Bruno recordava quando fez sua primeira barba. Se para as mulheres a fase de transição entre a infância e a adolescência é marcada pelo início do ciclo menstrual e o aumento dos seios, para os homens, a nova fase começa quando os primeiros “fiapinhos” invadem o rosto. E não tem jeito. A transformação na aparência certamente virá acompanhada de algum efeito colateral: vergonha, timidez ou a sensação de que, finalmente, entrou para o time dos homens feitos. Paixão ficou bastante indeciso quando os pêlos começaram a nascer, sem saber se deixava ou não sua nova marca. Já o estudante João Paulo Copertino, 17, sempre desejou ter barba. Por várias vezes ficou observando o pai se barbeando para aprender a fazer. Quando ela deu as caras, João estranhou a novidade. Apesar disso, hoje ele não se incomoda com os pêlos no rosto. “É um sinal de maturidade”, acredita ele. Molhar o rosto, espalhar o creme ou espuma, passar a lâmina, limpar e passar o pós-barba. Poucos se dão conta, mas um homem que viver em média 70 anos repetirá esse ritual mais de 20 mil vezes, tempo equivalente a seis meses de sua vida apenas se barbeando. Os pêlos da região do rosto crescem cerca de um centímetro por mês. Numa comparação entre a pele feminina e a masculina, a do homem é mais espessa, o que garante um sofrimento menor na hora de deixar o rosto liso. Essa condição, no entanto, vai deixando de existir; quanto mais a idade avança, mais frágil torna-se a pele. Diego Faria, 25, que trabalha no setor financeiro de uma empresa de palmilha, não via a hora dos pêlos nascerem. Aos 15 anos, a “sujeira” no rosto começou a surgir. “Eu aparava logo e escondia a lâmina dos meus pais para eles não descobrirem”. Por falta de experiência, Diego até se esquecia de “fazer” um dos lados do rosto e não teve outra escolha a não ser pedir ajuda ao pai para a tarefa. “Mas isso aconteceu depois de umas três vezes que eu fiz sozinho. A barba me faz sentir mais homem, afinal de contas, ela demonstra o início de uma fase com mais responsabilidade”. Vale dizer que não adianta ficar com receio de se expor ou esconder a novidade dos outros. A barba é um rito de passagem importante como tantos outros. Curta esse momento, as primeiras impressões, converse com seu pai ou irmão mais velho e peça dicas. Compre um bom aparelho, que podem até ser os descartáveis disponíveis no mercado, uma boa espuma e um gel ou loção pós-barba, para que você não fique com a impressão de ter passado uma lixa no rosto. E depois diga: de frente para o espelho com aquela espuma branca cobrindo tudo, vai dizer que você não se sentiu mais poderoso? MODA A barba da vez, que te deixa com ar de “descolado” e faz o maior sucesso com a mulherada é a do tipo rala. Se quiser usar desse artifício para conquistar o sexo oposto, existem dois tipos de barba que estão na moda: a suja, aquela que cresce e você precisa fazer pequenos reparos, ou a versão estilosa, que exige acabamento. Esta última é aquela bem feita, com contorno que obedece ao formato do seu rosto. Suja ou estilosa, nunca deixe que ela cresça demais. A dica pode até ser óbvia, mas vale o recado. O que não pode é você ficar com aparência “carregada”. E seja qual for o aparelho que for utilizar para se livrar dos pêlos - o elétrico ou a lâmina -, jamais force os movimentos. O segredo é ter leveza no corte. Um creme pós-barba também é válido, pois ele amacia a pele.

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