O passeio de uma família para se refrescar nas águas de uma represa na Fazenda Santo Antônio terminou de maneira trágica na tarde de domingo. O lavrador José Luiz de Souza, 39, morador no Jardim Santa Efigênia, se afogou nas águas da lagoa. Souza morreu na frente do filho de apenas 11 anos que ainda tentou ajudar o pai.
José Luiz de Souza reuniu a família e um amigo para se divertirem na represa que fica nos fundos do Jardim Pulicano. Ao chegar ao local, ele resolveu dar um mergulho. Poucos segundos depois, ele começou a se debater e logo desapareceu nas águas da represa. A mulher do lavrador, a dona de casa Geralda de Lourdes Gonçalves, 36, disse que seu marido sabia nadar. “Ele sabia nadar. Meu marido nada em rio grande. Quando ele caiu na água, meu sobrinho e meu filho tentaram tirar ele de lá, mas não deu”, disse. A dona de casa afirmou também que seu marido não havia se alimentado antes de entrar na represa.
José Luiz de Souza se afogou pedindo ajuda para seu vizinho que, ao lado do filho, tentou salvá-lo. “Peguei na mão dele, mas ela escorregou. Eu não sei nadar e por isso não entrei na água. Ele ainda chegou a falar com o filho antes de morrer”, disse o amigo que o acompanhava.
De água barrenta e com locais de aproximadamente cinco metros de profundidade, o local é frequentado por dezenas de pessoas, mas sem autorização do proprietário da fazenda. “Já coloquei placas de advertência proibindo a entrada e às vezes chamo até a polícia para retirar as pessoas que frequentam minha represa. Aqui, em dias de calor, parece até um clube”, disse Durvalino Soares, dono da Fazenda Santo Antônio.
O corpo do lavrador foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros a uma distância de 20 metros das margens do lago. Segundo os soldados, o local onde o lavrador caiu tem pouco mais de dois metros de profundidade.
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