Assustada e temendo algum tipo de represália, a vendedora Elizabetti Tozzi evitou fazer conclusões públicas sobre o assalto de ontem. Disse que conhecia Adriana Telini, mas que não havia feito negociações anteriores ela.
Comércio - O que aconteceu?
Elizabetti Tozzi - Fui atender uma cliente e ela encomendou a aliança. Saí do escritório dela e fui em direção do carro. Ao abrir a porta, eles pararam a moto. Um ficou e virou o rosto para o outro lado para eu não vê-lo. O da garupa, um rapaz moreno, veio com a arma na mão. Era um revólver pequeno, até pensei que fosse de brincadeira. Na hora, deu um desespero, uma coisa assim, e fui para o carro. Ele apontou a arma para mim e falou: “Se você abrir o carro, eu te mato”. Aí, eu parei. Foi quando ele virou para meu marido e falou: “Entrega a bolsa”. Meu marido resistiu e fez assim com a bolsa (puxou). Daí, o ladrão pegou e deu um tiro no pé dele.
Comércio - É verdade que a Adriana Telini ligou para a senhora pedindo para ver as jóias?
Elizabetti Tozzi - Sim, ela havia me ligado antes. Foi no sábado. Disse que vai se casar e que queria dar uma olhada nas alianças.
Comércio - Levou todo o mostruário de jóias?
Elizabetti Tozzi - Eu tava, tava com tudo, eu tava.
Comércio - Quem estava no escritório?
Elizabetti Tozzi - Ela, o noivo dela e a secretária.
Comércio - Já havia vendido jóias para a advogada?
Elizabetti Tozzi - Não, mas eu já a conhecia. Amizade, amizade, de amizade. É preciso eu falar isto?
*Neste momento, parentes que acompanhavam a entrevista pediram para a vendedora parar de falar e a retiraram do local. “Entendo a profissão de vocês, mas ela não pode ficar falando muita coisa. Estamos lidando com pessoas perigosas e corremos riscos”, disse uma acompanhante da vítima.
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