No domingo 21 de maio de 2006, o Comércio da Franca divulgou escutas telefônicas gravadas pela Polícia Civil com autorização judicial que comprovariam a ligação da advogada Adriana Telini Pedro com criminosos. Realizado no ano anterior, o grampo flagrou Telini instruindo bandidos supostamente ligados ao PCC a roubarem um casal de clientes, que estavam com R$ 50 mil em dinheiro. Eles pretendiam se separar e dividiriam o valor referente à venda de uma casa.
De acordo com as escutas, tão logo as vítimas deixaram seu escritório, a advogada ligou para supostos comparsas, disse que os clientes estavam com muito dinheiro e deu dicas. “Deixa eu te falar com urgência: vai para a estrada de Patrocínio. Tem uma Fiorino, tá só com dois caras. O cara saiu com R$ 30 mil na bolsa (o restante estava com a mulher)”. O motorista mudou a rota e escapou do assalto. Os ladrões também não encontraram a mulher e Telini ligou para ela. “Alô. Cidinha? onde você está?” Havia ido ao médico. No dia 11 de junho de 2005, um criminoso que havia fugido da cadeia foi encontrado pela polícia nos fundos do escritório de Adriana Telini.
A advogada foi indiciada pela Polícia Civil de Franca por formação de quadrilha e, em outra ocasião, por associação para o tráfico de drogas (teria tentado ajudar a filha de um presidiário a localizar tijolos de maconha). Os dois processos ainda não foram apreciados pela Justiça.
Em setembro de 2006, após o caso ser divulgado pelo Comércio, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, em Ribeirão Preto, suspendeu Adriana Telini por um ano. Ela recorreu e manteve o direito de trabalhar. “O processo está em fase de análise em São Paulo e não há previsão para um novo julgamento”, disse Antônio Morais Silva, um dos advogados de Telini.
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