O Ano 2008 começa com uma realidade nova e promissora: o Brasil se projeta numa fase de crescimento econômico. De tal sorte é esse crescimento, que um jornal de São Paulo do dia 13 compôs essa manchete: “País ganha 60 mil novos milionários em apenas um ano”. A notícia precisa de um complemento- a Folha completa a boa notícia: de acordo com os dados do BCC, o Grupo de Consultas de Boston, dos 130 mil milionários em 1906, o Brasil obteve 60 mil novos felizardos, passando a contar com 190 mil.
Os dados que a Folha oferece são ainda mais significativos, porque com essa nova realidade econômica, o BIP brasileiro (isto é, a metade da riqueza total do Brasil) atinge um nível bem elevado, isto é, 675 bilhões de dólares. Esse noticiário, de certa forma, justifica as manifestações de alegria do presidente Lula, em seus discursos quase diários, sobre o desenvolvimento do País.
Claro que ainda são noticiados fatos inquietantes àrespeito da natureza e crescimento de fatos da economia brasileira, que, de certa forma, revelam a necessidade de estudo e análise dessa realidade: no Estado do Pará, pecuaristas formam “pasto” para os milhões de rezes do maior rebanho do Brasil, após a derrubada de mata em área dez vezes maior que a cidade de São Paulo. Segundo nota da Folha, a leitura desses dados, infelizmente, revela a inquietação da administração pública no atinente a esse tipo de expansão que, por sua natureza, elimina a mata (que é riqueza!) para atender a objetivos mercadológicos da exportação de carne.
Essa dupla realidade da vida econômica do Brasil exige estudos imediatos no sentido de evitar grandes derrubadas da floresta amazônica. O País possui milhões de áreas que podem atender ao desenvolvimento da pecuária, sem o perigo de destruição da Amazônia. E o povo, através de suas representações edilícias, deve fazer sentir ao governo federal o perigo iminente da formação de desertos que eliminam a vida e as riquezas da nação!
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