Em 2007, 37 pessoas morreram em acidentes com motos


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Marcelo Caleiro, delegado da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca, atribui o maior volume de motocicletas da cidade às facilidades de compra e praticidade do veículo. Ele cobra mais investimentos, sinalização e fiscalização no trânsito. Em 2007, 37 pessoas morreram depois de se envolverem em algum tipo de acidente com moto. Comércio da Franca - Como o senhor analisa o crescimento da frota de motos em Franca? Marcelo Caleiro - Com as facilidades de financiamentos e por a moto ser um veículo mais barato e econômico, aumenta consideravelmente a frota, não só na cidade de Franca, mas em todo o Estado e no Brasil. Comércio - O senhor tem informações das frotas de outras cidades? Marcelo - A gente verifica em Franca um aumento muito grande. E pelas notícias de jornal e televisão, mesmo São Paulo onde o trânsito é muito perigoso também tem aumentado o número de emplacamento de motos. Comércio - Para absorver a demanda, o que é preciso fazer? Marcelo - Em primeiro lugar, um trabalho de educação. O governo do Estado de São Paulo mantém um convênio com a Prefeitura de Franca e esta questão educativa fica a critério e sob a responsabilidade do município. No ano passado, o município realizou uma campanha de trânsito em que pese o fato de ter sido um pouco tímida, pois deveria ter um envolvimento das entidades não governamentais, entidades de classe, clubes de serviços, como Lions e Rotary, e também ter explorado a maçonaria. Então, o primeiro passo é educação e orientação. Segundo, é investimento. Falta investimento no trânsito, especialmente em semáforos e radares em pontos onde o índice de acidentes e atropelamentos é grande. Comércio - Em 1990, foram emplacadas 300 motos em todo o ano. Em 2007, a média mensal foi mais de 400 motocicletas. Isso é bom? Marcelo - Isso é inevitável, vamos dizer assim. Franca é uma cidade antiga. As ruas do Centro são estreitas e as motos são um meio de transporte mais barato, apesar de alguns aumentos até abusivos, como seguro obrigatório, que subiu para R$ 254. Excetuando essas questões de legislação e taxas, Franca tem de se modernizar para acompanhar essa frota crescente. Tem de haver investimentos no trânsito.

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