Os programas sociais de distribuição de renda das três esferas administrativas (União, Estado e Município) foram responsáveis pela injeção de R$ 12,84 milhões na economia de Franca e região durante o ano de 2007. Para ter idéia, este valor é superior ao orçamento de pelo menos quatro cidades da região (Cristais Paulista e Restinga, com R$ 10 milhões, Ribeirão Corrente, com R$ 7,4 milhões, e Rifaina, com R$ 9 milhões). Desse total, mais da metade, R$ 7,76 milhões, vieram para Franca.
Entre os programas sociais, o Bolsa Família, do Governo Federal, é o maior responsável pela pela injeção de recursos em Franca. No ano passado, ele “jogou” na cidade R$ 6,5 milhões, que beneficiou 7381 famílias, seguido pelo Renda Mínima, da Prefeitura, com R$ 774 mil divididos entre 651 lares da cidade e o Renda Cidadã, da administração Estadual, que distribuiu R$ 478 mil para 664 famílias. Nas demais cidades, foram contabilizados apenas os números do Bolsa Família.
Além de proporcionarem melhor condição de vida à população de baixa renda, os programas sociais acabam por movimentar a economia local, já que as compras são feitas em estabelecimentos da própria cidade. Nas décadas passadas, os produtos eram comprados de fornecedores nacionais e entregues para os beneficiários. “Este recurso é totalmente consumido, então ele acaba gerando lucro para o setor produtivo e aquece o setor varejista, não só com o o ganho do empresário, mas aquecendo questões como salário e emprego”.
Moradora em Franca, a dona de casa Mirian de Assis dos Santos, 35, é uma das pessoas que recebem o Bolsa Família e dependem dele para sobreviver. Mãe de dez filhos, oito morando com ela, as únicas fontes de renda da família são o Bolsa Família, que lhe fornece mensalmente R$ 120 e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), uma espécie de ajuda de custo por causa de um dos filhos, que é portador de necessidades especiais. Pelo BPC, a família ganha um salário mínimo, ou R$ 380.
Mirian diz que sua salvação é o Bolsa Família, pois com ele, pode se adaptar de acordo com as necessidades do momento. “Com o dinheiro a gente paga conta de luz, de água, compra o gás ou a comida. Depende do que estiver precisando”. O cartão, comenta Mirian, possibilita ainda que ela pesquise os preços e, com isso, aumente seu poder de compra.
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