Justiça retira jogos ‘violentos’ do mercado


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O Procon Franca fechará o cerco às casas de jogos por computador da cidade na semana que vem. Decisão da Justiça Federal de Minas Gerais, válida para todo o Brasil, determina a retirada e proibição de uso dos jogos “EverQuest” e “Counter-Strike”, dois dos mais procurados pelos usuários desse tipo de estabelecimento. Sua locação está proibida desde hoje, mas ontem a maior parte dos proprietários desconhecia a determinação judicial. Aproveitando a operação, fiscais da Prefeitura vão inspecionar a venda de bebidas alcoólicas e a presença de menores nas lan-houses. A Justiça considerou os jogos nocivos à saúde dos consumidores e ordenou sua apreensão. Muito procurado, o “Counter-Strike” é descrito como um jogo violento em que os traficantes do Rio de Janeiro se confrontam com policiais. Ele é jogado em rede e estimula os jogadores ao confronto direto, um como traficantes e o outro, no papel de policial. Já o “EverQuest” leva o jogador a um conflito psicológico. José Antônio Ribeiro Guimarães, coordenador do Procon Franca, diz que recebeu uma determinação do Ministério Público e da Fundação Procon de São Paulo para autuar os estabelecimentos que tiverem os jogos e a presença de crianças sem autorização dos pais. A fiscalização será feita durante o dia e obedecerá a uma relação de lan-houses fornecida pela Prefeitura de Franca. O estabelecimento que for pego com o jogo e fora das normas e condições de funcionamento será multado de acordo com o faturamento. Caso haja reincidência, o local pode ser lacrado. Os jogos serão apagados e os programas, apreendidos. Um relatório detalhando cada ação será enviado ao MP e à Fundação Procon”. A decisão da Justiça, obviamente, não agradou aos proprietários de lans e cyber cafés. Os jogos banidos respondem por boa parte do faturamento mensal. Proprietário de uma lan-house na cidade, Tiago Silva teme ser prejudicado. “Esses são os jogos preferidos pela molecada. A maior parte do meu movimento deve-se a ele. Não sei o que vou fazer”.

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