Sidnei Rocha demite o triplo que Dominici


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A administração Sidnei Rocha (PSDB) demitiu, de 2005 para cá, 54 servidores públicos por justa causa. Em média, são 18 demissões por ano. Os motivos são variados, mas os principais são desvios de conduta. Há casos de funcionários flagrados embriagados, envolvidos em furtos, corrupção ou “matando” o serviço. Os processos administrativos são abertos após denúncias de munícipes, secretários ou olheiros do tucano nas repartições públicas. As estatísticas têm tudo para aumentar. Segundo o setor de Comunicação Social da Prefeitura, há pelo menos outros 150 processos em andamento na Divisão de Auditoria Interna. “O prefeito deu independência para a auditoria trabalhar, mas o objetivo não é caçar bruxas. Todos os casos são analisados com impessoalidade”, disse o secretário de Governo, Odair Tristão, responsável pelo órgão. Para o secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, o número de demissões não é exagerado. Ele afirma que a quantidade de casos parece grande em razão do governo anterior ter demitido menos servidores. “Com a criação da divisão de auditoria, passou-se a apurar tudo. Na administração passada não funcionava assim, havia apenas um tipo de ouvidoria”, disse. Em tese, os números dão razão a Jerônimo. Nos oito anos da gestão de Gilmar Dominici (PT), entre 1997 e 2004, foram demitidos por justa causa 45 servidores, média de 5,6 ao ano, o que significa um terço dos números de Sidnei Rocha. Os dados são oficiais. Dominici contesta o secretário. Ele diz que sua administração investigou e puniu todos os funcionários envolvidos em denúncias de desvio de conduta. “Nosso governo não fazia perseguição e procurava valorizar os servidores. Uma demissão tem de ser feita com muita responsabilidade”. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, José Nhozinho Sales Ramos, o “Paraná”, foi procurado, na tarde de ontem, por meio de seu telefone celular e do número da entidade, para falar sobre as demissões, mas não foi encontrado. COMPLICAÇÃO A demissão de servidores públicos, mesmo em casos gritantes, é mais demorada e complicada que na iniciativa privada. A legislação prevê que servidores públicos concursados têm direito à chamada “ampla defesa”. Com isso, os processos que acabam em demissão são concluídos, em média, em dois meses. Casos mais complicados podem demorar o dobro disso. O relatório final da auditoria é enviado ao prefeito, que acata ou não o desligamento.

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