2 mil cães e gatos sacrificados


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É terrível que tenhamos em Franca a triste realidade de mais de 2 mil cães e gatos sacrificados em 2007. Essa falta de respeito para com a vida é o triste reflexo da falta de valores morais e éticos que sofremos em nossa sociedade. Já dizia Ghandi: “Os valores morais de um povo são vistos pela maneira como este povo trata seus animais”. É lamentável que os órgãos públicos de Franca e seus responsáveis não atentem para a imensa importância de se instituir definitivamente um programa efetivo de controle de natalidade animal, seja através de parceria com a entidade que já realiza esse trabalho em Franca – a Turma do Abrigo –, seja com as clínicas veterinárias, ou mesmo com a Universidade de Franca. Cidades bem menores já trabalham com controle de natalidade e vieram buscar na nossa ONG Turma do Abrigo, parceria nesse sentido. Cito Orlândia, Patrocínio Paulista, Delfinópolis, Jardinópolis. Também Batatais, Brodósqui, São Carlos, Araraquara, Ribeirão Preto e Cajuru estão fechando acordos do tipo, conscientes da importância de se controlar a superpopulação animal. Por que isso não acontece em Franca? Quais são os impedimentos para a realização de um trabalho realmente amplo nesse sentido? Interesses pessoais? Falta de ética com relação à vida? Falta de consciência humanitária? Falta de responsabilidade para com os recursos destinados à área de saúde? Seja qual for o motivo, não posso deixar de mostrar-me indignada e repudiar o conformismo de muitos com a matança indiscriminada de tantos animais. As Secretarias da Educação e da Saúde deveriam obrigar todas as escolas a ter na grade curricular aulas sobre posse responsável e controle de natalidade animal, aliás, fazendo isso de forma bem agressiva. Recursos deveriam ser destinados no sentido de democratizar o acesso à cirurgia de castração para seus animais. Já está mais do que provado que o extermínio em massa nos Centros de Controle de Zoonoses não resolve. Temos que mudar essa vergonhosa realidade. A vida é um valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo. MARINA TOSI DE MELO SANTIAGO é presidente da Turma do Abrigo

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